20 de Julho de 2008 / às 19:02 / 9 anos atrás

Nelsinho Piquet responde críticos com presença no pódio

Por Alan Baldwin

HOCKENHEIM (Reuters) - O brasileiro Nelsinho Piquet surpreendeu os críticos de seu futuro na Fórmula 1 liderando brevemente o GP da Alemanha neste domingo e terminando com um impressionante segundo lugar.

Nada sugeria que o novato da Renault, que largou na 17a posição, poderia chegar ao pódio, na frente das duas Ferraris e de seu companheiro de equipe e bicampeão mundial Fernando Alonso.

Pelo contrário, o piloto de 22 anos, filho do tricampeão Nelson Piquet, parecia prestes a dar mais munição àqueles que temiam que Nelsinho estivesse aquém da expectativa depois de somente um ponto em nove corridas.

Largando com a estratégia de uma única parada nos boxes, o brasileiro viu a corrida virar a seu favor com a entrada do ‘safety car’ pouco depois da metade da prova com sua Renault já reabastecida.

Ele chegou a liderar durante seis voltas até ser ultrapassado pela McLaren do vencedor Lewis Hamilton, a sete voltas do final.

“Eu nem sei por onde começar”, disse Piquet na coletiva de imprensa quando indagado sobre sua reação. “Não consegui nenhuma volta boa (nos treinos classificatórios) e larguei perto do fim da fila. Achava que meu fim de semana estava encerrado, mas obviamente você pode dar sorte com essas novas regras do safety car.”

“Se tivéssemos optado por uma postura agressiva de ultrapassagem no começo eu não teria chegado aqui. E tudo funcionou maravilhosamente. Eu dei sorte, simplesmente mantive meu ritmo no final e vim parar aqui.”

AINDA DIFÍCIL

Piquet estava tão concentrado em manter seu ritmo e o carro na pista que nem percebeu estar na última volta até Hamilton começar a desacelerar.

O chefe de equipe Flavio Briatore o cumprimentou por uma “corrida sensacional” e por sua habilidade em segurar as pontas sob enorme pressão.

Mas o brasileiro, cujo papel normalmente é o de segundo piloto da equipe quando posto ao lado de Alonso, duvida que o êxito vá mudar muita coisa para ele.

“Ainda está difícil para mim”, disse. “Não estou dizendo que na Hungria, a próxima corrida, devem contar comigo no pódio. Não acho que seria assim.”

“Estamos chegando lá devagar, e com dificuldades às vezes: classificações, pneus, não estou me acostumando com eles facilmente. Conseguir um pódio é ótimo, ajuda com a confiança, é bom para a equipe, para fazer todos se esforçarem um pouco mais, mas ainda precisamos melhorar muito. Eu certamente preciso melhorar, o carro idem.”

Com Massa terminando em terceiro, dois brasileiros estavam juntos no pódio pela primeira vez desde o GP da Bélgica de 1991, quando o tricampeão Ayrton Senna venceu a corrida e Nelson Piquet, pai de Nelsinho, chegou em terceiro.

O pódio ainda reuniu o vencedor e líder do campeonato Lewis Hamilton e o piloto com o qual lutou dois anos atrás para vencer a série GP2, categoria de acesso à F1.

“Devo dar os parabéns a Nelson, ele fez um ótimo trabalho”, disse Hamilton. “É bom vê-lo aqui em cima. Corri com ele há alguns anos nas categorias de base e sei que ele tem tido uma temporada dura.”

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