29 de Julho de 2008 / às 02:09 / em 9 anos

Basquete dos EUA terá dura batalha para ganhar ouro, diz técnico

Por John Ruwitch

MACAU (Reuters) - O aparecimento de jogadores de basquete talentosos no mundo todo significa que os atletas dos Estados Unidos terão um “duro desafio” na luta pelo ouro olímpico, afirmou na segunda-feira o técnico do time, Mike Krzyzewski.

“O basquete tornou-se popular no mundo todo e 30 por cento dos jogadores da NBA são estrangeiros. Várias das equipes que enfrentaremos contarão com cinco jogadores da NBA em sua formação principal”, disse Krzyzewski em Macau, onde os norte-americanos, favoritos para conquistar a medalha de ouro, disputarão amistosos com a Lituânia e a Turquia antes de viajarem para Pequim.

“Esse será um duro desafio para nós.”

Em Jogos Olímpicos, os EUA conquistaram 12 medalhas de ouro no basquete masculino, mas a supremacia do país sofreu alguns arranhões nos últimos anos.

A Espanha ficou com o primeiro lugar no campeonato mundial de 2006 contando com uma participação inspirada de Paul Gasol, jogador do Los Angeles Lakers e um dos principais nomes da equipe espanhola em Pequim.

A Argentina, que ficou com o ouro nos Jogos de Atenas (2004), também representará uma ameaça aos sonhos de reabilitação dos norte-americanos.

Os EUA ficaram com o bronze nas Olimpíadas de quatro anos atrás e em terceiro lugar no campeonato mundial de 2006.

As equipes norte-americanas anteriores eram formadas por grandes nomes do basquete reunidos semanas antes dos Jogos, e Jerry Colangelo, diretor do time atual, disse que “isso bastava então, mas agora não é mais suficiente”.

Os jogadores “querem sair-se bem porque têm orgulho de defender nosso país e o compromisso feito três anos atrás significa que os jogadores principais atuam juntos há três anos, e isso representa uma grande diferença”, afirmou Colangelo.

LeBron James, maior pontuador da NBA e que usava uma camiseta com a frase: “Juntos nós nos levantamos”, disse que a confiança será fundamental para o time.

“Todas as vezes em que entrarmos em quadra, sabemos que teremos o talento e que teremos a força para ser o melhor time em quadra. De forma que temos de estar confiantes e temos de jogar da maneira que quisermos jogar”, afirmou.

Krzyzewski mais tarde esclareceu que “estamos tentando ser muito confiantes. Mas não excessivamente confiantes”.

James jogará em Pequim apesar de uma lesão no tornozelo direito que havia descrito como “saudável”.

O basquete é um esporte extremamente popular na China e promete ser uma das modalidades a ser acompanhada com mais interesse em Pequim.

A equipe anfitriã recebeu um incentivo e tanto com a volta às quadras do gigante Yao Ming, que joga como pivô pelo Houston Rockets. Yao havia quebrado o pé em uma partida da NBA, em fevereiro.

Segundo Krzyzewski, a China merece respeito.

“Acho que eles vão estar mais fortes do que estavam na última vez em que nos enfrentamos. Eles serão um adversário a ser respeitado. Especialmente porque são nosso primeiro adversário nas Olimpíadas.”

Os chineses e os norte-americanos enfrentam-se no dia 10 de agosto.

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