5 de Agosto de 2008 / às 00:22 / em 9 anos

Basquete bate Espanha e tem 5 dias para corrigir erros

Por Marcelo Teixeira

<p>Chuca (direita), da sele&ccedil;&atilde;o brasileira de basquete, e Alba Torres, da Espanha, disputam bola em jogo-treino, em Pequim. O basquete feminino brasileiro venceu a Espanha em um jogo-treino nesta segunda-feira, a cinco dias da estr&eacute;ia nas Olimp&iacute;adas. Photo by Sergio Moraes</p>

PEQUIM (Reuters) - O basquete feminino brasileiro venceu a Espanha em um jogo-treino nesta segunda-feira, a cinco dias da estréia nas Olimpíadas, mas tanto o técnico Paulo Bassul como jogadoras reconheceram que o time foi instável e precisa corrigir os problemas se quiser buscar a classificação para a segunda fase.

O Brasil bateu a seleção espanhola por 64 a 59, em partida em que Bassul revezou bastante as jogadoras, buscando ainda definir a formação ideal.

“Tem bastante coisa ainda pra ajustar”, afirmou o técnico após a partida, realizada no ginásio de Shijingshan, um dos quatro locais de treinamento para o basquete definidos pela organização. “Às vezes, ofensivamente está meio travado, a coisa não está fluindo. Quero um dinamismo maior no ataque”, acrescentou o técnico.

“Tem vários detalhes que precisamos acertar antes da estréia”, concordou a armadora Adrianinha, que não participou do pré-olímpico de Madri, em junho, quando a seleção conseguiu a vaga olímpica na repescagem. Na ocasião, as brasileiras também venceram a Espanha.

“A gente precisa de uma volta mais rápida para a defesa, ainda mais jogando contra um time como a Espanha, que tem um contra-ataque rápido. O aproveitamento também pode melhorar, a bola de três não caiu”, disse a jogadora, que atua na Europa.

De fato, o time brasileiro desperdiçou muitos arremessos, principalmente na primeira metade da partida, o que fez com que a Espanha, que encaixava melhor os contra-ataques, liderasse o jogo quase até o final.

Especialista em arremessos de longe, Karla perdeu as três primeiras tentativas que fez. Mas a defesa melhorou durante a partida e conseguiu manter a pontuação espanhola baixa.

“A defesa foi bem, com exceção da volta, que tinha que ser mais rápida. Você sofrer só 60 pontos de uma equipe como a Espanha, mesmo no momento em que nosso ataque foi muito abaixo do normal, não é fácil”, disse Bassul. “A Espanha é a quinta melhor do mundo do ranking da Fifa (federação internacional) e veio reforçada de jogadoras que não foram a Madri, como a Nuria Martínez. É um adversário de nível e foi um bom teste.”

O Brasil estréia no dia 9, contra a Coréia do Sul. No grupo também estão Rússia, Austrália, Letônia e Bielorus. Quatro equipes classificam-se para a próxima fase.

Adrianinha alerta para a velocidade das coreanas.

“É um time que joga rápido. Nosso forte vai ser dentro do garrafão. Acho que elas terão dificuldade de marcar nossas pivôs”, afirmou.

Antes da estréia a equipe faz mais um jogo preparatório, contra a Nova Zelândia, no dia 7. O técnico admite que a ansiedade está crescendo no grupo à medida que o início da competição se aproxima.

“O dia em que a gente parar de sentir ansiedade é o dia em que deu o clique pra aposentar. Quando perder isso é porque perdeu a energia para o jogo. É a vontade de querer ir bem, de corresponder”, afirmou.

“O que a gente muda com a experiência é você passar a ver que isso é companheiro seu, não é inimigo. O problema é saber lidar”, concluiu.

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