17 de Junho de 2008 / às 21:13 / em 9 anos

Carrasco da Argentina, Adriano pode ser arma do Brasil

Por Pedro Fonseca

BELO HORIZONTE (Reuters) - Quando se trata de Brasil e Argentina, o nome de Adriano ganha destaque dentro da seleção. O atacante é o maior algoz dos rivais brasileiros nos últimos anos e está cotado para ganhar uma vaga no time titular para o jogo de quarta-feira, apesar de o técnico Dunga manter silêncio sobre a escalação.

Adriano foi determinante em dois dos últimos três títulos conquistados pelo Brasil vencendo a Argentina na final, e, apesar da condição de reserva de Luis Fabiano recentemente, pode ser o dono da camisa 9 no Mineirão justamente por seu incrível retrospecto no principal clássico do futebol sul-americano.

“Me passa sempre pela cabeça os momentos bons que eu passei contra a Argentina na Copa América e na Copa das Confederações. Se eu tiver a oportunidade de jogar, vou fazer de tudo para mais uma vez sair com a vitória”, disse a jornalistas nesta terça-feira o jogador da Inter de Milão, antes do treino da equipe no estádio do Mineirão.

“Contra a Argentina é superação, força de vontade, isso é o que conta no final. Devagar eu tenho que reconquistar o meu espaço no grupo e quem sabe ser titular”, completa o atacante.

No Mineirão, Adriano treinou parte do tempo com o colete do time titular, revezando com Luis Fabiano nas jogadas ensaiadas de bola parada. Outro com boas chances de ganhar a vaga é Júlio Baptista, que substituiu Diego no time titular, enquanto o meia do Werder Bremen cobrava as faltas e escanteios.

FEITOS DO IMPERADOR

A primeira vitória brasileira sobre a Argentina inspirada por Adriano aconteceu na Copa América de 2004, quando o atacante marcou um gol nos acréscimos do segundo tempo que empatou a partida em 2 x 2. Na cobrança de pênaltis, o Brasil conquistou o título.

No ano seguinte, Adriano brilhou na decisão da Copa das Confederações, ao marcar dois gols na goleada de 4 x 1 sobre os rivais, na Alemanha.

“A gente vem mostrando que contra a Argentina temos jogado sempre um bom futebol e conseguido as vitórias. Amanhã a gente tem tudo para conseguir isso novamente”, afirmou Adriano a jornalistas, no centro de treinamento do Atlético Mineiro.

Novamente numa final de Copa América, no ano passado, o Brasil venceu a Argentina na decisão, por 3 x 0, mas sem Adriano, que vivia um momento complicado na carreira, com problemas dentro e fora de campo no futebol italiano.

Recuperado depois de um bem-sucedido período de empréstimo no São Paulo este ano, quando voltou a marcar gols e recuperou o espaço na seleção, o jogador também acredita que o momento de pressão após as derrotas para Paraguai e Venezuela servirá de motivação para o clássico.

“A seleção brasileira quando tem muita pressão em cima, a gente acaba fazendo um bom papel depois. Nada melhor do que contra a Argentina apagar esse mau momento”, disse ele, repetindo o otimismo demonstrado pelo técnico Dunga na véspera.

Além das três últimas finais, o Brasil também derrotou a Argentina na partida em Belo Horizonte pelas eliminatórias da Copa de 2006: 3 x 1, com três gols de Ronaldo em cobranças de pênalti, em junho de 2004.

Não bastasse toda a motivação do clássico, Adriano terá ainda mais uma razão para mostrar seu faro contra os argentinos. O novo técnico da Inter de Milão, José Mourinho, estará no Mineirão e tem encontro marcado com o jogador depois da partida.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below