4 de Setembro de 2008 / às 14:12 / 9 anos atrás

Pela 2a vez, brasileiro Jorvan Vieira vai treinar o Iraque

Por Martin Petty

<p>Pela 2a vez, brasileiro Jorvan Vieira vai treinar o Iraque. O t&eacute;cnico brasileiro Jorvan Vieira deixou o comando da sele&ccedil;&atilde;o do Iraque depois de conquistar a Copa da &Aacute;sia, no ano passado, alegando que s&oacute; um louco aceitaria o cargo. Dois treinadores e 13 meses depois, ele est&aacute; de volta. 4 de setembro. Photo by Thaier Al-Sudani</p>

BANGCOC (Reuters) - O técnico brasileiro Jorvan Vieira deixou o comando da seleção do Iraque depois de conquistar a Copa da Ásia, no ano passado, alegando que só um louco aceitaria o cargo. Dois treinadores e 13 meses depois, ele está de volta.

“Talvez eu seja mesmo louco, sei lá”, admitiu Vieira à Reuters, por telefone, de Bagdá.

O treinador disse, porém, que agora recebeu tudo o que pediu para realizar seu trabalho e quem sabe repetir o “milagre” de levar uma seleção tão esfarrapada até um título regional. “Acredito que a situação desta vez é diferente”, afirmou.

Em maio de 2007, Vieira, de 55 anos, recebeu um time totalmente desordenado, em que havia treinamentos negligentes, falta de material, poucos jogadores disponíveis e terríveis disputas religiosas entre os atletas.

Vieira virou celebridade no Iraque com a conquista da Copa da Ásia, mas rejeitou uma lucrativa prorrogação do contrato, pois achava que iria parar num hospício.

“Desta vez eles estão fazendo tudo certo”, disse o treinador, depois de uma reunião com o ministro dos Esportes. “Eles me prometeram que não terei mais dores de cabeça. Impus minhas condições, meu orçamento. Vou decidir como o time será comandando. Se não, vou embora”, ameaçou.

Mas a verdade é que pouca coisa mudou desde o título asiático dos “Leões da Mesopotâmia”. Em agosto, a seleção quase foi suspensa das competições devido à interferência política no esporte, e um gol no final na última partida eliminatória, contra o Qatar, sepultou a esperança de que o time voltasse a disputar uma Copa do Mundo após 24 anos de ausência.

“É uma vergonha, foi uma enorme frustração para o povo iraquiano”, disse Vieira, que assistiu ao jogo no estádio Al Ahli, em Dubai, onde o Iraque provisoriamente manda seus jogos.

“Eles sempre me pediram para voltar, todo mundo, as crianças, a torcida, até as pessoas na rua. Por isso eu voltei. Quando se sente essa emoção, só há uma coisa a fazer.”

Embora não vá disputar a Copa da África do Sul em 2010, Vieira espera fazer bonito na Copa do Golfo Pérsico e na Copa das Confederações em 2009, que reúne os campeões continentais.

Apesar de trabalhar em Dubai, Vieira espera treinar a equipe e recrutar novos atletas em Bagdá e outras partes do turbulento país.

“Este trabalho será empolgante. Estarei reunido com os jogadores e com milhares de outros jovens que querem jogar por seu país agora. Eles precisam de um líder, e acredito que essa pessoa seja eu.”

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