22 de Agosto de 2008 / às 16:33 / 9 anos atrás

Brasil aposta em "loucura" e paciência na final contra EUA

Por Alberto Alerigi Jr.

<p>Brasil aposta em 'loucura' e paci&ecirc;ncia na final contra EUA. Brasileiros comemoram vit&oacute;ria contra a It&aacute;lia. Loucura e paci&ecirc;ncia ter&atilde;o que conviver em harmonia no time de v&ocirc;lei masculino do Brasil na final ol&iacute;mpica contra os Estados Unidos. 22 de agosto. Photo by Daniel Aguilar</p>

PEQUIM (Reuters) - Loucura e paciência terão que conviver em harmonia no time de vôlei masculino do Brasil na final olímpica que será disputada no domingo contra os Estados Unidos. A seleção brasileira venceu a Itália de virada, na semifinal de sexta-feira, e sabe que contra o eficiente esquema tático norte-americano não pode errar.

A seleção dos Estados Unidos, além de mais alta que a brasileira, com vários jogadores acima dos 2 metros de altura, é forte defensivamente e tem nos saques do atacante Clayton Stanley a capacidade de pressionar o time adversário.

Além disso, o time norte-americano foi responsável por duras derrotas recentes do vôlei brasileiro, a última delas na semifinal da Liga Mundial, no Rio de Janeiro, no mês passado, calando o ginásio do Maracanãzinho.

“Temos que ser criativos, temos que ter mais sistemas, ocupar mais espaço e também não podemos conceder nada para um time que vem jogando muito bem e está motivado”, disse o técnico brasileiro Bernardinho, após seu time mandar a Itália para a disputa do bronze com vitória por 3 sets a 1.

De acordo com Bernardinho, o time norte-americano também vem fazendo uma campanha motivada pela tragédia ocorrida em Pequim com o técnico da equipe, Hugh McCutcheon, cujo sogro foi assassinado a facadas por um suicida chinês durante os Jogos.

Para o treinador, que tentará o bicampeonato olímpico consecutivo, seu time precisa jogar mais consistente e ser mais regular do que foi na partida contra os italianos, quando a equipe começou a jogar ansiosa e bem menos empolgada que de costume, tendo que correr atrás do marcador.

“Os Estados Unidos têm uma visão tática fantástica e vamos ter de encontrar soluções para isso. A defesa deles é tão boa porque as bases deles são altas e ocupam o espaço”, disse Bernardinho.

“Vamos sentar na caverna e tentar encontrar um caminho”, acrescentou o treinador, referindo-se ao local em que seu grupo se reúne na Vila Olímpica. “Temos que baixar nossos erros e temos que ter paciência.”

“LOUCURA”

Mas além de escolher a tática certa, o time do Brasil sabe que também não pode ficar sem a “loucura” que motiva os jogadores nos momentos decisivos dentro de quadra.

Para o ponta Murilo, o time perdeu o primeiro set contra a Itália porque estava muito morno. “A gente sabe que quando estamos assim fica difícil fazer ponto. A gente precisa da loucura, e é assim que vamos jogar com os EUA”, afirmou.

“A loucura vai ser essencial, mas vai ter que ser uma loucura com os pés no chão, não podemos rifar bolas”, acrescentou.

O meio-de-rede Gustavo, que completa 33 anos no sábado mas nem pensa em comemorar ainda, acredita que a equipe precisa ter mais garra e mais vontade na final. “A gente tem muito fresco ainda o que aconteceu com os EUA vencendo a gente na Liga Mundial”, afirmou o jogador, lembrando a semifinal perdida em casa.

Antes do jogo no Maracanãzinho, que deixou o Brasil de fora da final da Liga Mundial pela primeira vez sob o comando de Bernardinho, desde 2001, os Estados Unidos já tinham vencido o Brasil em outros momentos marcantes, inclusive tirando outro título da equipe diante da torcida brasileira.

No caminho para o ouro olímpico de Atenas-2004, o Brasil foi derrotado por 3 sets a 1 pelos norte-americanos na primeira fase, mesma história que se repetiu na Copa do Mundo de 2007, quando, antes de ser campeão, o Brasil caiu diante dos EUA. Em 2005, na final da Copa América, em São Leopoldo (RS), o Brasil também perdeu para o rival, por 3 sets a 2, na decisão.

Edição de Pedro Fonseca

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