16 de Maio de 2014 / às 14:23 / em 4 anos

Loew ainda busca primeiro título no comando da Alemanha

BERLIM (Reuters) - O técnico da Alemanha, Joachim Loew, sabe que há muito mais em jogo na Copa do Mundo que simplesmente pôr fim à seca de 18 anos de seu país em uma grande competição.

A Copa do Mundo do Brasil pode representar a última chance do técnico de 54 anos de fala mansa erguer um troféu com a seleção alemã, apesar de ter um contrato até 2016.

Com um histórico soberbo de 70 vitórias e 15 derrotas em 102 disputas internacionais, a proporção de êxitos e fracassos de Loew é melhor que a de qualquer um de seus antecessores desde 1978.

Entre ele está Franz Beckenbauer, que levou a Alemanha à conquista da Copa de 1990, e Berti Vogts, responsável pelo troféu alemão mais recente na Euro 96.

Loew conduziu seu time a duas semifinais e uma final em seus três torneios no comando, mas a paciência dos torcedores alemães, acostumados ao sucesso, está acabando.

“Gostaria que nossa seleção tivesse mais reconhecimento por jogar um futebol criativo e ofensivo”, disse Loew, que não quer ser lembrado como o técnico alemão mais bem sucedido que nunca conquistou um título.

Meticuloso em seu planejamento e detalhista em suas táticas, Loew instilou um gene ofensivo na Alemanha, que quer se tornar a primeira seleção europeia a erguer o troféu em uma Copa realizada na América do Sul.

Desde que entrou no lugar de Juergen Klinsmann em 2006, ele introduziu uma longa lista de jogadores jovens, como Mesut Ozil, Manuel Neuer, Mario Goetze e Marco Reus, e conquistou fãs em todo o mundo com seu estilo empolgante, agressivo e de toque rápido.

Mas Loew não ignora o sentimento predominante de urgência, e disse a seus jogadores em março que qualquer um que fizesse corpo mole nos últimos meses da temporada, por mais importante que seja ao time, não viajaria ao Brasil.

“Nestas condições, aquele calor e aquela umidade, só podemos usar jogadores que estejam 100 por cento em forma”, declarou.

“A história mostra que, se você quiser conquistar o título, tem que ter jogadores de primeira e em forma. Foi o caso em 1974 e 1990”, disse, referindo-se às duas vitórias alemãs mais recentes em Copas do Mundo, ainda como Alemanha Ocidental.

“Temos muitos jogadores que são parte do time, mas não estão no ritmo no momento.”

O sucesso no Brasil daria a Loew um lugar no panteão de grandes alemães do futebol, e o fracasso o reduziria a uma mera nota de rodapé na lista de técnicos – apesar de seu histórico de vitórias.

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