16 de Maio de 2014 / às 14:54 / em 4 anos

Sampaoli espera ir mais longe que Bielsa com o Chile na Copa do Mundo

SANTI (Reuters) - Jorge Sampaoli tem pela frente um enorme desafio em sua carreira meteórica de treinador de futebol: levar o Chile a novas alturas na Copa do Mundo no Brasil. 

Parecia inimaginável alguns anos atrás, mas agora o treinador argentino tem a faca e o queijo nas mãos. 

Para tanto, o profissional de 54 anos terá de tirar o máximo de jogadores que formam a “geração de ouro” do futebol chileno.

Sampaoli nunca jogou futebol profissionalmente devido a uma lesão na tíbia que o forçou a deixar o esporte aos 19 anos, quando atuava por uma equipe amadora.

Doze anos depois de seu primeiro emprego como treinador de futebol de um time da primeira divisão --o Juan Aurich, do Peru, no qual ele conquistou uma vitória em oito jogos antes de ser demitido--, Sampaoli vai poder curtir sua primeira Copa do Mundo à frente de um país que aprendeu a respeitá-lo com apenas alguns anos de trabalho.

Após passagens mal sucedidas em quatro clubes peruanos, Sampaoli se mudou para o Chile no fim de 2007 para treinar o O‘Higgins, da primeira divisão, onde ficou por dois anos. 

Na sequência, ele assumiu o Emelec, do Equador, e conseguiu o vice-campeonato da liga local, antes de voltar para o Chile novamente em 2011. 

Seus dois anos no comando da Universidad do Chile, com direito a três campeonatos nacionais e um título de Copa Sul-Americana, fizeram com quem os torcedores passassem não só a respeitá-lo, como também a admirá-lo por conta de seu inalienável estilo ofensivo de jogo. 

Devido à adoração que tinha pelo compatriota Marcelo Bielsa, que levou o Chile às oitavas de final da Copa do Mundo de 2010, um jornal chileno chegou a chamar Sampaoli de “mini versão careca de Bielsa”.

Sampaoli foi contratado em dezembro de 2012 para substituir o também argentino Claudio Borghi. 

Ele adota um esquema tático 3-3-1-3 e seus times têm tradição de pressionar o adversário em seu campo, progredir rumo ao ataque e atacar os adversários de forma sufocante.

O argentino é um homem calmo e quieto, que concede poucas entrevistas exclusivas e tem uma distante, porém cordial, relação com jornalistas. 

Sua chegada mudou sensivelmente a seleção chilena: de time desequilibrado com problemas de comportamento, passou a ser uma equipe que tem o respeito e admiração, e que pode ser uma das grandes surpresas da Copa no Brasil.

Por Javier Leira 

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