22 de Maio de 2014 / às 13:43 / em 4 anos

ENTREVISTA-Willian aposta em versatilidade para ganhar espaço na seleção

SÃO PAULO (Reuters) - O meia Willian precisou só de três jogos pelo Brasil para garantir vaga na Copa do Mundo, e aposta em seu futebol versátil para ganhar espaço no time, após ter conseguido no Chelsea uma “visibilidade” que não tinha enquanto jogava na Ucrânia.

Meia do Chelsea e da seleção brasileira Willian no centro de treinamento do time inglês. 17/03/2014 REUTERS/Suzanne Plunkett

Willian foi convocado pela primeira vez pelo técnico Luiz Felipe Scolari em novembro do ano passado, para dois amistosos, e marcou um gol contra Honduras. Em 2014, ele esteve no único jogo disputado pelo Brasil, diante da África do Sul, e será um dos poucos do grupo no Mundial que não disputaram a Copa das Confederações do ano passado.

“Tentei aproveitar bem as oportunidades que tive, nos jogos e nos treinamentos. Não fiz nada de diferente, procurei apenas repetir o que venho fazendo nos clubes, desde a época do Shakhtar. Também me mantive bem até o final da temporada no Chelsea”, disse o meia em entrevista à Reuters por email.

Dos 23 convocados por Felipão para o Mundial em casa, 16 estiveram na Copa das Confederações de 2013, quando o Brasil sagrou-se campeão e praticamente fechou seu grupo para a Copa.

Willian, de 25 anos, deverá ser uma opção no banco de reservas para algumas posições. Bom passador e driblador, ele disse que pode atuar no centro do campo ou pelos lados, podendo substituir Oscar, Hulk ou até Neymar.

“Nessa temporada pelo Chelsea consegui fazer bons jogos atuando centralizado e também aberto pelos lados, tanto na direita quanto na esquerda. Acho que chegarei preparado para fazer qualquer uma dessas três funções”, afirmou.

Além de Willian, o Chelsea terá outros três jogadores brasileiros no Mundial --Oscar, Ramires e David Luiz-- sendo o clube que mais forneceu atletas para a equipe de Felipão.

Willian vinha atuando como titular do time inglês, algumas vezes tendo Oscar ao seu lado. “No Chelsea atuamos várias vezes juntos, fizemos bons jogos. Mas na seleção é outra coisa e a decisão será da comissão técnica”, disse o meia, que joga na Inglaterra há quase um ano, depois de uma passagem de seis meses pelo russo Anzhi.

Mas foi atuando pelo Shakhtar Donetsk que o jogador ganhou sua primeira convocação na seleção, em 2011, quando o técnico ainda era Mano Menezes.

SEIS ANOS NA UCRÂNIA

Paulista de Ribeirão Pires, Willian começou a carreira no Corinthians e de lá saiu para a Ucrânia, em 2007, aos 19 anos, por 20 milhões de dólares. Segundo ele, a primeira temporada foi difícil, por causa do idioma e do frio, mas ele se adaptou e ajudou o time a conquistar vários títulos, incluindo a Copa da Uefa de 2009.

“Cresci muito, aprendi muita coisa... Acredito que o meu bom desempenho nessa primeira temporada pelo Chelsea se deve muito a todo esse tempo que passei na Ucrânia e ao que aprendi lá”, disse.

“Fiquei quase seis anos na Ucrânia e mais seis meses na Rússia. Nesse período, eu já vinha fazendo um bom trabalho, mas como a visibilidade do futebol nesses países é pequena, eu não estava na vitrine. Agora, atuando pelo Chelsea e com essa grande oportunidade de disputar uma Copa do Mundo pelo Brasil, vivo um momento totalmente diferente, com muito mais visibilidade.”

Convocado para todas as seleções de base do Brasil (sub-15, sub-17, sub-18 e sub-20), o meia disputará seu primeiro torneio oficial pela seleção brasileira logo na Copa do Mundo, que começa em 12 de junho, com o jogo Brasil x Croácia, em São Paulo.

Willian se apresentará com o grupo do Brasil na próxima segunda-feira para o início dos preparativos para o Mundial na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), e admite estar ansioso.

“Agora que a temporada pelo Chelsea acabou e a hora está chegando começa a bater uma ansiedade, mas estou procurando manter a tranquilidade, descansar o corpo e me preparar mentalmente”, afirmou.

“Eu procuro pensar que por jogar em casa o Brasil terá um benefício, uma força extra que será o apoio da torcida, dos familiares, como foi na Copa das Confederações. Acho que a pressão ficará mais para os adversários, que terão que enfrentar o Brasil em casa com o apoio da torcida”, completou ele.

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