10 de Junho de 2014 / às 19:04 / 3 anos atrás

Ex-atacante, Luiz Gustavo foca na defesa e não deve se arriscar na frente no Mundial

TERESÓPOLIS Rio de Janeiro (Reuters) - Atacante no começo de carreira quando ainda era o desconhecido Guga, o volante da seleção brasileira Luiz Gustavo tem como principal função a marcação e não deve se arriscar ao ataque na Copa do Mundo.

Luiz Gustavo concede entrevista em Teresópolis nesta terça-feira. REUTERS/Stringer/Brazil

O jogador contou nesta terça-feira que após uma partida amistosa contra a Austrália, no ano passado, em que marcou o último gol na vitória por 6 x 0, ouviu um recado do técnico Luiz Felipe Scolari:

“Depois do gol com a Austrália, ele chegou e disse: ‘está bom, não precisa mais do que isso’, e é isso que tenho procurado fazer”, afirmou o volante em entrevista coletiva na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

No esquema de Felipão, Luiz Gustavo tem um papel fundamental na proteção da dupla de zagueiros e nos avanços dos laterais. Ele foi um dos principais jogadores do Brasil na conquista da Copa das Confederações, no ano passado.

“Ele (Felipão) me deu oportunidade de jogar pela seleção brasileira, uma Copa no Brasil. Aproveitei a oportunidade e sou grato”, disse ele.

Luiz Gustavo começou a carreira em Alagoas, jogando como atacante e à medida que o tempo foi passando, recuou até chegar a volante. Diferentemente de outros jogadores, ele não tem nenhuma referência nessa posição, que já teve nomes como Clodoaldo, Falcão e Dunga.

“Nunca tive um jogador na minha posição porque comecei na frente e fui recuando. Procuro sempre fazer o melhor que eu posso”, declarou.

DISCRETO

A discreta posição de volante é mais condizente com a personalidade séria e centrada de Luiz Gustavo, enquanto os atacantes costumam ser mais irreverentes e extrovertidos.

Tímido assumido, o volante admite que nunca fez questão de aparecer e se sente confortável onde joga.

“Sou muito tranquilo e não faço a mínima questão de ser conhecido e aparecer mais que outros. O que eu quero é ganhar e provar todos os dias que sou capaz de realizar meus sonhos”, disse.

O futebol duro adotado por volantes mundo afora às vezes é confundido com uma personalidade dura, que Luiz Gustavo garante não ter. “Não sou bravo. Só sou quieto e não consigo sorrir muito. Sou da paz e dentro de campo entro querendo ganhar.”

A timidez nem sempre é um desvantagem e, na concentração, ele garante boas gargalhadas com os irreverentes Neymar, Marcelo e Fred.

“A vantagem é que dou muita risada com os caras. Fico olhando e rindo deles. Desvantagem não vejo muitas não. Tudo que consegui foi dessa forma e com a minha tranquilidade”, afirmou o volante.

Luiz Gustavo elogiou Neymar e disse saber da importância dele para a seleção, mas acredita na força coletiva para superar uma eventual ausência do craque na Copa do Mundo.

“Para mim vai ser o melhor do mundo em algum tempo. Pode fazer a diferença, pode fazer o gol da vitória. Estamos preparados para jogar com e sem o Neymar. Alguém pode entrar e mudar nosso estilo, a nossa força está nos 23 (jogadores). Se um dia ele não estiver bem, o que vai entrar vai fazer o que pode e nos ajudar”, finalizou.

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