12 de Junho de 2014 / às 17:13 / em 3 anos

Apesar de protestos, clima de festa toma conta de estádio da estreia do Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - Apesar dos incidentes violentos entre manifestantes e policiais ocorridos poucas horas antes da abertura da Copa do Mundo em São Paulo nesta quinta-feira, o clima na Arena Corinthians para a estreia da seleção brasileira no torneio contra a Croácia era de festa.

Torcedores chegam à Arena Corinthians, em São Paulo, antes da partida entre Brasil e Croácia. 12/6/2014 REUTERS/Murad Sezer

Torcedores vestidos com camisas do Brasil, com bandeiras e adereços verde-amarelos chegavam ao estádio num clima tranquilo e festivo, esperando encontrar nas arquibancadas um ambiente diferente da tensão que tomava conta das proximidades de ruas de acesso ao estádio.

A chegada de metrô ao estádio era tranquila no fim da manhã, especialmente depois que os metroviários decidiram, na noite de quarta, não retomar uma greve que causou grandes transtornos na capital paulista nos últimos dias.

Entretanto, no trajeto entre as estações Carrão e Penha, da Linha Vermelha, foi possível ver o tumulto do lado de fora, na rua, onde uma manifestação acabou em confronto com a polícia.

“Estou muito animado com a Copa e acho que os brasileiros estão entrando no clima”, disse o advogado Rodrigo Mendonça, 34 anos, que veio de Florianópolis para assistir à estreia da seleção contra a Croácia. Ele disse esperar que os brasileiros consigam separar política de futebol, em meio a onda de manifestações que antecedeu o torneio.

Na saída da estação Corinnthians–Itaquera do metrô, a Polícia Militar realizou um cordão de isolamento garantindo que somente pessoas com ingresso ou credenciais tivessem acesso ao entorno do estádio. Ainda na estação, um croata com cerca de 2 metros de altura virou atração entre os torcedores brasileiros e pousava para fotos com quem quisesse.

Perto dos portões do estádio, uma imensa maioria de torcedores brasileiros dividia a festa com croatas e turistas de países vizinhos do Brasil, como Bolívia, Venezuela, Colômbia e, até mesmo, Argentina.

Entre esses torcedores “hermanos” estava o economista boliviano Pablo Trigosso, que também acompanhará jogos em Porto Alegre e Rio de Janeiro. Ele provocava a torcida brasileira, lembrando que a primeira derrota da seleção em eliminatórias foi justamente para a Bolíva, em 1993.

Ainda assim, não escondia para quem torcerá nesta quinta. “Hoje somos todos Neymar”, garantiu.

Vendedores credenciados pela Fifa ofereciam latinhas de cerveja e refrigerante a 5 reais cada, enquanto o copinho d’água saia por 3 reais a unidade.

Não havia trabalhadores realizando obras de acabamento no entorno do estádio, como aconteceu nos dias que antecederam a data da estreia, mas as paredes do elevador que levam a imprensa do centro de mídia às tribunas ainda pareciam precisar de algum retoque na pintura.

Brasil e Croácia abrem o Mundial de 2014 às 17h, horário de Brasília.

Com reportagem adicional de Cesar Bianconi e Tatiana Ramil

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