16 de Junho de 2014 / às 22:49 / 3 anos atrás

Com carreira em ascensão, Herrera é esperança do México na Copa

FORTALEZA (Reuters) - Hector Herrera é o coração e a alma do meio-campo do México e são grandes as expectativas sobre ele nesta Copa do Mundo, mas as coisas poderiam ter sido diferentes.

Jogador mexicano Hector Herrera (esquerda) disputa bola com o camaronês Alexandre Song durante partida na Arena das Dunas, em Natal. 13/6/2014 REUTERS/Toru Hanai

Há quatro anos, Herrera estava apagado nas divisões inferiores e de baixos salários do futebol mexicano.

Sua esposa estava grávida e dizia que o marido deveria abandonar seu sonho de ter uma carreira bem-sucedida no futebol.

“Eu não estava ganhando nada e, obviamente, eu sabia que tinha consultas médicas para pagar. Foi uma época difícil”, disse Herrera em uma entrevista ao jornal mexicano esportivo Record.

“Falamos muito sobre isso e ela me disse que eu deveria parar de jogar e começar a trabalhar, e eu disse para ela: ‘Não, espere!, eu acredito que poderemos nos dar melhor se eu estiver jogando do que se eu parar e nós dois tivermos que trabalhar.”

Ele tinha razão.

Pouco depois disso, Herrera conseguiu uma nova chance na equipe de primeira divisão Pachuca, que o havia enviado para uma pequena equipe no Estado de Tamaulipas.

Com suas partidas seguras e inteligentes no meio-campo, ele teve um impacto instantâneo e, em questão de meses, foi convocado para as eliminatórias para os Jogos Olímpicos de 2012.

No torneio juvenil em Toulon, França, naquele mesmo ano, os técnicos nacionais votaram nele como o jogador mais valioso do evento, e apenas algumas semanas depois Herrera conquistou o ouro com o México nos Jogos Olímpicos de Londres derrotando o Brasil na final.

Foi um triunfo que chamou a atenção da equipe portuguesa do Porto, que assinou um contrato de 10,5 milhões de dólares, um recorde para um jogador mexicano. Ele vem para o Brasil após uma sólida temporada na Europa.

Na terça-feira, Herrera assumirá o papel do argentino Riquelme, pouco atrás dos atacantes, armando a bola pelo campo, durante o jogo contra o Brasil pelo Grupo A na Arena Castelão, em Fortaleza.

“Estamos pensando grande”, disse o meia aos repórteres. “Já os derrotamos uma vez e sabemos que podemos fazer isso de novo.”

Por Gideon Long

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