17 de Junho de 2014 / às 14:03 / 3 anos atrás

Klinsmann é recompensado por estratégia de recrutamento global para seleção dos EUA

(Reuters) - Nascido em Berlim, John Brooks fez o gol da vitória dos Estados Unidos sobre Gana a quatro minutos do final do jogo na segunda-feira, e a política do técnico alemão Jurgen Klinsmann de recrutar jogadores com dupla cidadania na Europa rendeu frutos.

U.S. coach Juergen Klinsmann stands behind the linesman's flag during the 2014 World Cup Group G soccer match between Ghana and the U.S. at the Dunas arena in Natal June 16, 2014. REUTERS/Stefano Rellandini (BRAZIL - Tags: SOCCER SPORT WORLD CUP) TOPCUP

Na vitória de 2 x 1 da partida do Grupo G, o meio-campista Jermaine Jones, de Frankfurt, foi sem dúvida o melhor jogador em campo, dominando seu setor e armando o gol de abertura de Clint Dempsey – e tudo isso deu um sabor alemão à conquista.

Embora seja improvável que ele se vanglorie, o resultado foi uma vingança para ex-jogadores alemães e para Klinsmann.

O técnico da seleção dos EUA enfrentou críticas por sua estratégia de buscar jogadores na Europa e no México para acrescentar aos talentos locais.

Brooks foi o herói, mas outro germano-norte-americano, Fabian Johnson, foi o responsável pelo ritmo e rendimento na lateral direita, e o ex-sub-21 islandês Aron Johannsson teve que trabalhar incansavelmente como atacante solo depois de entrar no lugar do contundido Jozy Altidore.

Bruce Arena, que treinou a seleção norte-americana nas Copas de 2002 e 2006, tem verbalizado suas críticas à política do sucessor, e pouco antes do Mundial deste ano também fez objeções à escolha de um estrangeiro como técnico do time dos Estados Unidos.

Outros se perguntaram se os germano-norte-americanos têm o mesmo comprometimento com a causa que seus colegas de equipe nascidos na pátria-mãe.

A hesitação aparente de jogadores como Timothy Chandler, vindo do futebol juvenil alemão, para se dedicar plenamente à seleção dos EUA fez as dúvidas crescerem.

Mas ficou claro que Klinsmann conseguiu melhorar suas opções e fortalecer sua escalação principal ao incluir filhos de funcionários norte-americanos que serviram na Alemanha, além de Johannsson e do meio-campista Mix Diskerud, nascido em Oslo.

Comentando as críticas de Arena, Klinsmann defendeu sua estratégia de recrutar talentos fora das fronteiras norte-americanas.

“O mundo está mudando. (O futebol) é um jogo global. Acredita que norte-americanos são norte-americanos, não importa se crescem no Japão, na África do Sul ou em Buenos Aires”, disse.

“Nosso trabalho é identificar os melhores talentos com passaporte norte-americano”, disse.

“Para mim, pessoalmente, os Estados Unidos são uma mistura, não somente dentro do país, mas uma mistura global”, afirmou.

E Klinsmann irá recorrer à sua mistura novamente nos jogos restantes do grupo contra Portugal e Alemanha.

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