27 de Junho de 2014 / às 22:24 / em 3 anos

Mordida e punição de Suárez roubam a cena na primeira fase da Copa

SÃO PAULO (Reuters) - Por 13 gloriosos dias uma sensação de bem-estar dominou a atmosfera da Copa do Mundo no Brasil, com o futebol fluindo, uma enxurrada de gols e torcedores festejando o retorno do esporte a sua casa espiritual. Então veio Luis Suárez.

Italiano Chiellini mostra o ombro mordido por Luis Suárez. 24/06/2014 REUTERS/Tony Gentile

A partir do momento em que o polêmico atacante uruguaio afundou os dentes no ombro do zagueiro italiano Giorgio Chiellini, todos os golaços e comemorações festivas da fase de grupos ficaram como pano de fundo, ofuscados pela mordida e a punição por nove jogos.

Suárez também recebeu uma suspensão de quatro meses de qualquer atividade relacionada ao futebol e foi multado em 100 mil francos suíços (112 mil dólares), com a Fifa pesando a mão sobre o jogador que antes já havia sido punido com duas longas suspensões por morder adversários.

“Tal comportamento não pode ser tolerado em qualquer campo de futebol, e especialmente em uma Copa do Mundo da Fifa, quando os olhos de milhões de pessoas estão sobre os astros em campo”, disse a entidade máxima do futebol.

A suspensão, uma punição recorde em todas as Copas do Mundo, deixou o torneio sem uma de suas maiores estrelas e o Uruguai sem sua arma mortal antes do duelo com uma Colômbia, que vem embalada. E ele vai fazer falta.

Suárez ficou de fora da estreia do Uruguai com derrota para a Costa Rica, mas retornou para marcar duas vezes e praticamente eliminar a Inglaterra do torneio antes da vitória sobre a Itália e despachar a “azurra” para casa, garantido a vaga uruguaia nas oitavas.

A Copa do Mundo sem dúvida vai ficar mais sem graça sem ele, mas não vão faltar nomes ilustres loucos para assumir o lugar sob os holofotes deixado vago pelo uruguaio.

Neymar era o nome dominante na boca de todo brasileiro antes da Copa do Mundo e ele fez jus à fama, terminando a primeira fase como um dos artilheiros da competição e liderando o Brasil a caminho da segunda fase.

O jogador de 22 anos injetou ânimo na Arena Corinthians no primeiro jogo do Mundial, acalmando os nervos dos torcedores brasileiros ao marcar duas vezes na vitória de virada por 3 x 1 sobre a Croácia.

MÁGICA MESSI

Ao lado de Neymar no topo da artilharia com quatro gols está Lionel Messi, que marcou em todos os jogos da Argentina na fase de grupos, enquanto Thomas Mueller também fez quatro na tranquila classificação da Alemanha como líder de seu grupo.

Para alguns, Messi somente assumirá seu posto entre os maiores de todos os tempos do futebol se brilhar na Copa do Mundo, e seu desempenho deslumbrante no Brasil até agora sugere que está em bom caminho.

O atacante atravessou a defesa da Bósnia para marcar o gol da vitória no jogo de estreia, encaixou um magnífico chute em meio a uma arrancada para negar o empate a um ousado Irã nos acréscimos da partida, e encerrou a sequência acertando um tiro de 18 metros de distância em uma eletrizante partida contra a Nigéria, a última do Grupo F.

Enquanto Messi marcava no final, Clint Dempsey não poderia ter encontrado o caminho do gol mais cedo. O atacante dos Estados Unidos deu uma arrancada aos 30 segundo de jogo contra Gana para marcar o quinto gol mais rápido da história das Copas.

Força vital de qualquer torneio de futebol, gols não faltaram. Somente nos primeiros 16 jogos foram marcados 49, média de 3,06 por jogo, e mesmo que essa média tenha baixado um pouco para 2,83, o torneio parece bem encaminhado para quebrar o recorde de 171 gols marcados na França em 1998.

A fase de grupos produziu um recorde de 136 gols, seis a mais do que a marca anterior, estabelecida na Coreia do Sul/Japão em 2002.

‘GOL BRILHANTE’

A Holanda lidera com 10 gols marcados, cinco deles provenientes da avalanche de 5 x 1 sobre uma destroçada Espanha, o que colocou a atual campeã no caminho para a desclassificação.

O gol brilhante de Robin Van Persie em um mergulho de cabeça contra a Espanha é candidato a gol mais bonito do torneio, embora a arrancada fulminante de seu companheiro de equipe Arjen Robben, culminada por uma finalização perfeita para garantir a vitória, também esteja no páreo.

A Copa do Mundo também foi uma decepção para os times asiáticos: nenhum deles conseguindo sequer uma vitória. Austrália, Irã, Japão e Coreia do Sul somaram três empates e nove derrotas e todos os quatro foram eliminados.

É a primeira vez desde 1990 que um time da Confederação Asiática de Futebol não vence uma partida no Mundial.

Em contraste, as equipes das Américas ignoraram os obstáculos, com oito das 10 integrantes das regiões da Concacaf e Conmebol avançando para as oitavas.

Nenhum time europeu conseguiu vencer uma Copa do Mundo em solo sul-americano, e com Inglaterra, Espanha, Portugal e Itália entre os times fortes a caírem na primeira fase, pode ser que Uefa tenha que aguardar um pouco mais.

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