2 de Julho de 2014 / às 22:59 / em 3 anos

Copa no Brasil é a melhor em qualidade e entretenimento, diz especialista da Fifa

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com oito partidas ainda a serem disputadas, essa Copa do Mundo se encaminha para se tornar a melhor em termos de qualidade do futebol e entretenimento, disse o ex-técnico da seleção da França e do Liverpool Gérard Houllier nesta quarta-feira.

Houllier --membro mais experiente do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, que analisa as táticas, tendências e todos os aspectos técnicos do torneio-- já assistiu a nove Mundiais e disse acreditar que a tendência em direção a um futebol mais ofensivo e excitante vai continuar. 

“Esse tem sido o melhor em termos de qualidade do futebol e entretenimento”, afirmou.

“Alguns dos jogos, como aqueles entre Alemanha e Gana, e ontem entre Bélgica e EUA, pareciam basquete, de gol a gol”, ressaltou. 

“Os técnicos melhoraram tanto nos últimos 20 anos, muitas das regras implantadas pela Fifa e a International Board (órgão que regula o futebol) encorajaram um futebol positivo e agora temos uma geração de ótimos atacantes e grandes jogadores realmente dando tudo de si”, acrescentou.

Ele disse haver uma diferença crucial entre a Copa do Mundo na África do Sul há quatro anos e a de agora, no Brasil:

“A principal diferença é que o ritmo físico do jogo ficou mais forte. Essa é a Copa com o maior ritmo de todos os tempos.”

“O ‘momento mágico’ no futebol é quando uma das equipes perde a bola para a outra e então a fase de transição começa, e aqui temos vistos times avançarem com tudo, mas não de um jeito desorganizado, estão se movendo como um time.”

“Tudo é muito rápido, tão rápido nessa fase de transição das jogadas agora. Essa é uma as razões pelas quais os reservas marcaram 29 gols até agora”, disse o dirigente.

“As pernas descansadas nos últimos momentos da partida e uma maior proteção dos juízes aos atacantes são explicações. Tempo e espaço são coisas raras, mas os melhores atacantes estão se aproveitando disso.”

Outra tendência observada por Houllier e a seu colega Sunday Oliseh, que jogou dois Mundiais pela Nigéria, é um sistema defensivo fluído com três jogadores.

Oliseh, que jogou como meia pela Nigéria em 1994 e 1998, deu uma visão de jogador de como os times estão se defendendo no Brasil.

“No principal, as melhores equipes estão jogando com três atrás, mas eles podem rapidamente se transformarem em um trio ofensivo também, com os laterais também indo ao ataque”, disse.

“Eles agora tem um condicionamento físico tão bom que conseguem voltar rapidamente, trabalhando combinadamente. É muito efetivo”, acrescentou.

Houllier concordou, acrescentando: “Isso é um fato, não é segredo. As equipes estão disciplinadas e vimos times como Chile, Uruguai e Holanda jogarem assim.”

Perguntado se o ritmo mais acelerado se devia muito a uma maior criatividade do Mundial disputado no Brasil, Houllier respondeu: “Não acho. Penso que o jogo vai continuar a melhorar e essa vibração da Copa do Mundo vai continuar até a Rússia em 2018.”

Reportagem de Mike Collett 

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