3 de Julho de 2014 / às 20:24 / em 3 anos

Holanda vai jogar para ganhar e não para impressionar, diz Sneijder

SALVADOR (Reuters) - O meia holandês Wesley Sneijder disse aos apreciadores holandeses do futebol arte que esqueçam do jogo bonito da seleção na Copa do Mundo, porque ele não quer ir embora ainda.

Wesley Sneijder participa de entrevista à imprensa no Rio de Janeiro. 30/6/2014. REUTERS/Ricardo Moraes

O contínuo debate sobre a equipe ter abandonado sua filosofia de futebol e ter empregado um estilo mais feito de pressão e contra-ataque ainda divide a opinião holandesa --mesmo após o time ter marcado 12 gols em quatro vitórias no torneio e conquistar a vaga para as quartas de final.

“Por que nós deveríamos exagerar para que sejamos elogiados por jogar bom futebol e tentar demais? Você preferiria que estivéssemos em um avião voltando para casa? Eu prefiro escolher a melhor opção”, disse a repórteres enquanto os holandeses se preparavam para deixar sua concentração para ir a Salvador, onde enfrentarão a Costa Rica nas quartas, sábado.

Sneijder provou-se um pronto adepto da insistência do técnico Louis van Gaal de a Holanda jogar três zagueiros, dois laterais, três meias e dois atacantes, mantendo uma acirrada defesa e esperando apanhar o oponente com ataques rápidos.

Isso foi a base do dinâmico começo dos holandeses no Brasil, quando bateram os atuais campeões, a Espanha, por 5 x 1 em Salvador.

Van Gaal decidiu sobre isso antes da Copa, após Kevin Strootman ter desfalcado a equipe por uma lesão, e com o técnico acreditando, então, que não haveria muito equilíbrio no meio de campo.

“Se ouvirmos todos aqueles que dizem que devemos ser o time que tem 70 por cento da posse de bola, então podemos muito bem fazer as malas e ir para casa”, acrescentou o jogador.

“Devemos ser realistas: nós não temos o meio de campo necessário para ter muita posse de bola”, disse.

“Por quatro anos perdemos a chance de vencer a Copa do Mundo e, falando honestamente, também não jogamos muito bem lá”, disse ele sobre o desempenho na Copa da África do Sul, em 2010.

“Se nos tornarmos campeões mundiais, e devemos acreditar que podemos, ninguém vai se lembrar como jogamos feio. No torneio da Euro-2008, nós fizemos jogos ótimos contra Itália e França, e tentamos o mesmo contra a Rússia, e fomos para casa.”

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