10 de Julho de 2014 / às 19:19 / em 3 anos

Aldo defende reaproximação do Estado com futebol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Estado precisa se reaproximar do futebol brasileiro para preservar e melhorar a estrutura de um esporte que é considerado uma paixão nacional, afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, nesta quinta-feira, dois dias depois de o Brasil ser humilhado pela Alemanha por 7 x 1 na Copa do Mundo em casa.

Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, bebe água durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro. 25/04/2014. REUTERS/Sergio Moraes

Para ele, o afastamento do Estado com o futebol se deu na redemocratização do país, na década de 1980, quando a sua presença era considerada uma herança do regime militar.

“O futebol brasileiro é uma das raras instituições surgida à margem do Estado e do mercado. O futebol surgiu pela força da sociedade e população, quando o Estado legislou pela primeira vez sobre a matéria, em 1940, o futebol já era uma realidade”, disse o ministro a jornalistas após evento no Maracanã.

“Essa legislação foi aperfeiçoada, mas depois da redemocratização do país surgiu um clamor contra a presença do Estado dentro do mundo do esporte, especialmente no futebol; dizem que isso era coisa do regime militar que promovia intervenções”, completou ele.

Segundo o ministro do Esporte, atualmente o futebol brasileiro está nas mãos de dirigentes e empresários e isso precisa ser modificado. O Estado como provedor de recursos e estruturas precisa de voz mais ativa, de acordo com Aldo.

“(Após a redemocratização) surgiu uma legislação que afastou o Estado e entregou praticamente ao mercado, grandes empresários e aos dirigentes que começaram a gerir o futebol sem qualquer interferência do Estado”, declarou ele.

“Fui contra ao completo afastamento do Estado, porque esporte e futebol são matérias de interesse público. Hoje nós estamos promovendo esforço para rediscutir o tema e retomar algum protagonismo do Estado que ajuda a financiar o esporte de alto rendimento e amador, mas temos pouca ingerência na regulamentação e na gestão dos clubes”, adicionou.

O objetivo, segundo Rebelo, não é interferir nos clubes e federações, mas garantir a sustentabilidade de clubes e instituições esportivas que representam o interesse nacional.

“Precisamos ter presença não para nomear interventor ou nomear presidente de federação ou clubes, mas o Estado tem que estar presente para preservar o interesse publico e nacional”, disse ele ao lembrar que há no Congresso projetos de lei sobre o tema em debate.

“Queremos que clubes assumam responsabilidades ... que paguem as dívidas passadas e paguem as futuras, que possamos os apoiar, porque hoje, os clubes não têm acesso à lei de acesso ao Esporte porque não tem CND (Certidão Negativa de Débito)”, finalizou.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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