15 de Julho de 2014 / às 14:48 / em 3 anos

Seleção vitoriosa é recebida com euforia por quase 1 milhão em Berlim

BERLIM (Reuters) - Quase um milhão de alemães em êxtase recepcionaram a triunfante seleção do país em Berlim nesta terça-feira, agitando bandeiras e segurando faixas que diziam “somos todos campeões mundiais!” ao comemorarem a conquista do quarto título na Copa do Mundo.

Jogador alemão Bastian Schweinsteiger ergue o troféu da Copa do Mundo durante as comemorações pela conquista do tetracampeonato para a Aleamanha, em Berlim. 15/06/2014. REUTERSAlex Grimm/Pool

Centenas de milhares de torcedores lotaram os arredores do icônico Portão de Brandeburgo para participar de uma imensa festa. Outros milhares se alinharam nas ruas do centro da cidade para ver a passagem do time.

Os jogadores dançaram, cantaram e lançaram bolas para o público ao subir no palco montado em frente ao portão de Brandeburgo, todos vestidos com camisetas estampadas com o número 1.

“Sem vocês não poderíamos estar aqui. Somos todos campeões mundiais”, disse o discreto técnico Joachim Loew, carinhosamente apelidado Jogi, aos torcedores, muitos segurando pôsteres com as palavras “Obrigado, Rapazes”.

Torcedores jovens e velhos saíram às ruas com camisas da seleção da Alemanha, muitos com os rostos pintados em preto, vermelho e amarelo, e alguns com perucas e bandanas nas cores nacionais. Muitos começaram a beber cerveja horas antes do time aterrissar em solo alemão.

“Essa é uma experiência de uma vida, é algo para se lembrar”, disse Sabine Kopf, de 42 anos, que viajou de trem desde Colônia com o marido e o filho de 11 anos.

Um ônibus com o topo aberto transportou os jogadores, que pulavam, gritavam, acenavam e erguiam a taça da Copa do Mundo enquanto percorriam lentamente as ruas de Berlim por cerca de duas horas e meia.

“Estou muito feliz por recepcionar os campeões do mundo enquanto estou vivo. Sou da Alemanha Oriental e isso é importante”, disse Guenther Richter, de 51 anos, morador de Berlim Oriental.

A vitória por 1 x 0 sobre a Argentina no Maracanã no domingo marcou a primeira vez em que a Alemanha unificada se tornou campeã do mundo, já que os troféus anteriores, de 1954, 1974 e 1990, foram conquistados pela seleção da Alemanha Ocidental.

ORGULHO

A trajetória de sucesso da seleção nacional desde 2006, quando a Alemanha sediou o Mundial, é amplamente considerada como um grande incentivo à expressão do orgulho nacional entre os alemães, sentimento que antes eles se sentiam desconfortáveis de demonstrar por causa da história recente do país.

Os canais de TV alemães se voltaram integralmente para a cobertura e os jornais dedicaram edições inteiras à vitória.

“É esse o sentimento!”, destacou o jornal Bild em sua manchete, com uma foto do time com as mãos erguidas. Sob a imagem, o jornal descreveu o que considerou ser as maiores virtudes da equipe: autoconfiança, união, garra e modernidade.

“Bem-vindos, Campeões do Mundo!”, publicou o Berliner Zeitung em sua capa. Até mesmo o sóbrio jornal de negócios Handelsblatt publicou na capa uma foto do técnico Joachim Loew sob a manchete “Alemanha Modelo”.

A chanceler Angela Merkel, fã declarada de futebol, assistiu à partida no Maracanã e tirou fotos no vestiário com os jogadores após a conquista. No entanto, ela não os recepcionou nesta terça-feira por se encontrar na Croácia. O prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, foi quem recebeu o time na capital, e os jogadores foram incluídos no rol dos homenageados pela cidade.

Um brado emanou da multidão quando o avião da seleção sobrevoou o local, e os torcedores fizeram uma contagem regressiva de 10 a zero até a aeronave tocar o solo. “O futebol está voltando para casa!”, gritavam.

Ao pousar no aeroporto de Tegel, na capital, o capitão Phillip Lahm saiu do avião à frente da equipe erguendo sobre a cabeça a taça de campeão conquistada na final de domingo, com o meia Bastian Schweinsteiger o seguindo de perto enrolado em uma bandeira alemã.

A Alemanha garantiu o título com um golaço no segundo tempo da prorrogação do atacante de 22 anos Mario Goetze, que foi recebido com status de herói ao subir dançando no palco em Berlim.

“Esse é um sentimento inacreditável. É um sonho”, disse ele.

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