17 de Julho de 2014 / às 18:44 / 3 anos atrás

Seleção inicia projeto de renovação inspirada em algoz Alemanha

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O novo ciclo da seleção brasileira após a frustrante campanha na Copa do Mundo em casa, que começou nesta quinta-feira com a nomeação de Gilmar Rinaldi como novo coordenador-geral, terá como fundamento a aproximação de jogadores da base com a equipe principal e a preparação desde já para a Copa do Mundo de 2018.

Presidente da CBF, José Maria Marin, novo coordenador-geral Gilmar Rinaldi e presidente eleito da entidade, Marco Polo Del Nero. 17/07/2014 REUTERS/Ricardo Moraes

A ideia da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é paulatinamente incluir no time principal jogadores jovens com potencial para ser aproveitados no Mundial de 2018, na Rússia, e nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

O modelo tem como base o sucesso da seleção da Alemanha, que começou uma renovação a partir da realização no país da Copa do Mundo de 2006, culminando com a conquista do título Mundial no Maracanã no domingo. No caminho, os alemães golearam o Brasil por 7 x 1 na semifinal.

“A ideia á baixar o nível de idade. É importante ter lastro e cunho de jogos de alto rendimento. Isso é que o futebol pede”, afirmou o coordenador das categorias de base da CBF, Alexandre Gallo, que vai trabalhar junto com Gilmar e com o futuro técnico da seleção principal no processo de renovação.

Segundo Gallo, a Alemanha saiu da Copa do Mundo no Brasil já com pelo menos 17 jogadores com idade e potencial para disputar a Copa da Rússia em 2018, enquanto o Brasil teve no Mundial deste ano apenas seis jogadores com menos de 26 anos.

O presidente da CBF, José Maria Marin, disse que pretende anunciar o novo técnico da seleção brasileira até o início da próxima semana.

Em setembro, a equipe já tem dois amistosos marcados nos Estados Unidos contra Colômbia e Equador e, jovens valores já podem ser convocados ao lado de atletas experientes.

“A convivência com os jogadores da principal é importante, assim como sentir o ambiente de seleção e contato com a imprensa”, disse Gallo, citando como exemplo as seleções do Chile e da Argentina, que trouxeram jogadores jovens para treinar com a equipe principal no Mundial do Brasil.

Pelo projeto a ser implementado pela CBF, estima-se que em 2018 a seleção brasileira tenha cerca 40 por cento de jogadores lapidados e forjados nas categorias de base.

No Mundial desse ano, alguns jogadores titulares da seleção brasileira ganharam fama no exterior e se tornaram conhecidos de fora para dentro. Esses são os casos do lateral Daniel Alves, o zagueiro David Luiz e o volante Luiz Gustavo, por exemplo.

Alexandre Gallo, que será o treinador do time olímpico do Brasil, quer uma proximidade maior com a seleção dos jovens valores do Brasil que atuam no país e no exterior.

O planejamento prevê a realização de jogos, treinos e encontros, além de participação em competições, para que os atletas não percam ritmo, entrosamento e o importante contato com a seleção brasileira.

Os jogadores da base do Brasil chegam a ficar meses longe da seleção por conta do calendário do futebol. No caso de Argentina, Chile e outros sul-americanos, os jovens conseguem ficar com suas seleções durante cerca de um terço do ano, e nos EUA essa relação dos novos com a seleção chega a 300 dias por ano.

“Estamos tendo dificuldade para enfrentar os Estados Unidos no sub-15, isso é preocupante”, avaliou Gallo.

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