31 de Janeiro de 2015 / às 15:58 / 3 anos atrás

Murray e Djokovic, ambos miram marcas inéditas na Austrália

MELBOURNE (Reuters) - Para dois homens que já conquistaram tanto em suas carreiras tão entrelaçadas, a final do Aberto da Austrália entre os amigos Novak Djokovic e Andy Murray no domingo pode representar a conquista de marcas inéditas.

Se Djokovic derrotar Murray, vai se tornar o primeiro homem na era aberta do tênis a vencer cinco títulos em Melbourne e estará a apenas um atrás do recorde de seis de Roy Emerson, conquistados antes do esporte virar profissional, em 1968.

A vitória também permitirá que o sérvio reivindique seu manto de rei do Melbourne Park, tendo chegado à final em quatro nos últimos cinco anos.

“Chegar à final já é uma grande conquista, mas agora este é o jogo pelo qual você trabalhou por dois meses”, disse Djokovic, após bater o campeão de 2014, Stan Wawrinka, na semifinal.

Djokovic tenta o seu oitavo título de Grand Slam e tem um recorde favorável sobre Murray de 15 vitórias e oito derrotas.

Ele também venceu sete dos oito últimos jogos entre os dois, e em sua série de três títulos consecutivos em Melbourne Park, bateu Murrray duas vezes, em 2011 e 2013.

“Não há um favorito claro. Mas... o recorde que tenho contra ele em finais aqui na Austrália, nós jogamos umas duas vezes, pode talvez servir como uma pequena vantagem mental”, disse Djokovic. “Mas não muita.”

REESCREVENDO A HISTÓRIA

Mesmo a história estando contra Murray, o escocês está mais do que acostumado a reescrevê-la. Seria o seu primeiro título em Melbourne Park, em sua quarta final,.

Também encerraria um longo jejum de títulos de tenistas britânicos. Ele seria o primeiro britânico desde Fred Perry, em 1934, a conquistar o título na Austrália.

Colocar um ponto final em uma série de resultados negativos desde os tempos de Perry é algo a que o escocês de 27 anos já está ficando acostumado.

Ele se tornou o primeiro britânico desde Perry a vencer um Grand Slam em 76 anos, quando ficou com o título do Aberto dos Estados Unidos, em 2012, e foi o primeiro a conquistar Wimbledon em 77 anos, em 2013. Nas duas vezes, bateu Djokovic na final.

Seria também seu primeiro título sob o comando da nova técnica Amelie Mauresmo. A forma de Murray no ano passado foi bastante criticada, com alguns especialistas colocando a culpa na influência de Mauresmo, mas ele disse que a dupla havia trabalhado muito pouco junto antes do final de 2014.

“Sinto que estou jogando bem novamente”, disse Murray. “Acho que esse torneio tem sido obviamente importante para mim por causa dos resultados que tive no final do ano passado.”

Seu progresso em Melbourne Park foi notado por Djokovic.

“Após o final da temporada passada, talvez as pessoas não estivessem dando grandes chances para ele chegar as finais”, disse o sérvio. “(Mas) parece que ele está mais relaxado em quadra e pode trocar seus golpes de fundo de quadra.”

((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))

REUTERS AAP

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