12 de Fevereiro de 2015 / às 17:24 / em 3 anos

Governador do RJ diz que não se frustrará se meta de despoluição da Baía de Guanabara não for atingida

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, admitiu nesta quinta-feira que não ficará frustrado se não for atingida a meta olímpica de reduzir em 80 por cento o esgoto lançado sem tratamento na Baía de Guanabara, onde serão disputadas as provas de vela nos Jogos de 2016.

Embarcação para limpeza da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. 03/08/2014 REUTERS/Sergio Moraes

Segundo ele, o objetivo ainda está sendo perseguido, mas o Estado está mais preocupado em fazer investimentos na despoluição que fiquem como legado para o futuro.

“Eu quero chegar aos 80 por cento, e se conseguir lançar o programa ousado de PPP (Parceira Público Privada) no 2º semestre, vamos ter em 10 anos o esgoto todo tratado da Região Metropolitana. O compromisso olímpico estamos perseguindo, e passamos de 17 para 49 por cento”, disse Pezão a jornalistas.

“Claro que eu queria que tudo ficasse pronto para a Olimpíada, mas o que eu quero é um legado para a população. Não me frusto (se não atingir a meta para 2016). Só em perseguir a meta, conseguir recursos, licitar, já é uma vitória”, acrescentou.

No mês passado, o secretário do Ambiente do Rio, André Corrêa, disse ser impossível atingir a meta de despoluição da baía para os Jogos Olímpicos, mas o comitê organizador Rio 2016 respondeu que continua acreditando no cumprimento do objetivo.

De acordo com o Rio 2016, a meta é tratar 80 por cento do esgoto que vai para a baía, e não limpar 80 por cento da baía.

A limpeza da Baía de Guanabara, antiga promessa de vários governos do Rio de Janeiro, foi parte fundamental da candidatura da cidade para receber o direito de organizar os Jogos.

No entanto, velejadores que treinam no local reclamam constantemente da poluição e da sujeira na água.

Em dezembro do ano passado, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz encontraram um tipo de “super bactéria” normalmente associada a lixo hospitalar em um rio que desagua na baía, o que aumentou a preocupação com a qualidade da água na raia olímpica.

Por Rodrigo Viga Gaier

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