25 de Fevereiro de 2015 / às 14:33 / em 3 anos

Tévez deixa os problemas para trás e encontra nova vida na Juventus

TURIM, Itália (Reuters) - O futebol italiano se tornou um refúgio para jogadores que perderam espaço em outras ligas europeias ou estão chegando no final de suas carreiras.

Carlos Tévez celebrando gol durante partida contra o Hellas Verona, em Turim. 18/01/2015 REUTERS/Giorgio Perottino

Jogadores como Kaká, Mario Balotelli, Patrice Evra, Ashley Cole, Nemanja Vidić, Fernando Torres, Rafael Márquez e Javier Saviola se transferiram para a Serie A nos últimos dois anos, seja para reviver as carreiras ou desfrutar de mais alguns anos de futebol.

Muitos, como Balotelli e Torres, lutaram e seguiram em frente, mas existe uma incrível história de sucesso: Carlos Tévez.

O atacante argentino, que liderou a Juventus na vitória de 2 x 1 em cima do Borussia Dortmund na partida de terça-feira da Liga dos Campeões, conquistou nova vida em sua carreira desde que chegou aos campeões da Série A após sair do Manchester City, em junho de 2013.

Desgastado após quatro temporadas agitadas no City, Tévez foi afastado pelo então técnico da Argentina Alejandro Sabella e ficou fora da Copa do Mundo do ano passado, sob especulação de que era considerado uma influência ruim.

Na Juventus, tudo deu certo para o jogador de 31 anos, que não olhou para trás após uma recepção entusiasmada dos torcedores e depois de receber a camisa 10.

“A número 10 sempre vai pertencer ao Alessandro Del Piero, mas eu penso no símbolo do clube na frente da camisa. Esta é a maior responsabilidade”, disse ao Tuttosport em entrevista recente.

FIM DO EXÍLIO

O argentino marcou 21 gols em sua primeira temporada pela Juventus, que foi a campeã da Liga Italiana com uma margem de 17 pontos, e é artilheiro da atual temporada, com 14 gols. Neste meio tempo, foi chamado pelo novo técnico da Argentina, Gerardo Martino, acabando com um exílio de três anos.

A Juventus conseguiu domar os instintos selvagens do jogador que uma vez, quando estava no Boca Juniors, foi expulso após comemorar um gol contra o River Plate sacudindo os braços para imitar uma galinha, fazendo referência ao fato de os torcedores do Boca chamarem a torcida rival de “galinhas”.

Em vez disto, sua comemoração registrada é tirar uma chupeta do short e colocar na boca, como homenagem a sua filha.

O entusiasmo e persistência ainda estão lá, combinados com sua velocidade, instinto de gol e habilidade, que tornam Tévez um pesadelo para os defensores, como o Borussia Dortmund descobriu na terça-feira.

O jogador foi impossível de segurar para o time alemão. Tévez fez um gol e também começou a jogada que levou ao segundo gol da Juventus.

Nesta temporada, Tévez formou uma excelente dupla com o atacante espanhol Álvaro Morata, vindo do Real Madrid antes do começo da temporada.

“Nós estamos jogando juntos mais regularmente e é possível ver isso no campo”, disse o jogador após a partida de terça-feira.

Tévez já deixou claro que vai terminar sua carreira no Boca Juniors. “Quando me juntei à Juventus fui bem claro de que seria meu último contrato antes de retornar ao Boca. Mas antes eu quero ganhar tudo aqui”.

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