8 de Maio de 2015 / às 00:07 / em 3 anos

Rio 2016 tem 5,2 milhões de ingressos solicitados por brasileiros

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Mais de 5,2 milhões de ingressos foram demandados pelo público brasileiro para os Jogos Olímpicos do ano que vem e a maior procura, segundo o comitê Rio 2016, foi por esportes em que o país tem mais tradição ou chances de conquistar medalhas.

Construção da arena de tênis para Jogos do Rio. 7/5/2015. REUTERS/Sergio Moraes

A primeira fase de venda terminou na noite de quarta-feira e a demanda praticamente equivale a todos os ingressos disponíveis ao público brasileiro. Ao todo serão disponibilizados 7,5 milhões de ingressos para os Jogos e 70 por cento (5,2 milhões) serão destinados apenas ao público nacional. Os outros 30 por cento serão vendidos no exterior.

“Ficamos muitos satisfeitos; houve demanda para todos os esportes e todas as sessões”, disse à Reuters nesta quinta-feira o diretor de ingressos do Comitê Rio 2016, Donavan Ferreti, que destacou que foram disponibilizados 4,5 milhões de ingressos.

Os outros cerca de 700 mil da carga destinada ao público nacional ficaram como reserva de contingência, visto que as obras das arenas estão em andamento e não há garantia plena de que os projetos serão exatamente iguais ao estimado.

Após as solicitações desta primeira fase de vendas, haverá sorteio a ser divulgado em junho. Após isso, os torcedores que tiverem seus pedidos contemplados deverão confirmar a compra dos ingressos e efetuar o pagamento.

Os esportes mais tradicionais no Brasil e com maior chance de dar medalhas ao país em 2016 foram os mais procurados nessa primeira fase de reserva de ingressos: vôlei, futebol, basquete, natação e ginástica artística. O atletismo, tradicionalmente um dos mais procurados, ficou apenas na sexta colocação.

“Em Londres, os mais demandados foram ciclismo e atletismo. Atletismo em sexto foi uma surpresa, mas é compatível à nossa preferência por outros esportes que estão mais perto do nosso dia a dia”, declarou Ferreti. “No top 5 temos boas chances de medalha e são mais próximos aos brasileiros.”

Apesar da forte demanda, a procura foi bem menor do que na Olimpíada de Londres, em 2012. Segundo o diretor, na primeira fase dos Jogos de 2012, a demanda chegou a 20 milhões de ingressos.

Para o diretor de ingressos, a comparação com Londres é “fria” e merece ressalvas. Na Inglaterra, a fase de reserva de ingressos começou com dois anos de antecedência.

“Eles têm uma cultura de compra de eventos com uma antecedência maior que os brasileiros... Londres começou a vender com mais de 2 anos de antecedência; se a gente quisesse fazer aqui seria difícil até por conta da Copa”, avaliou.

“Não tenho dúvida que com essa divulgação da primeira fase a demanda vai aumentar ainda mais”, acrescentou.

VENDAS FORA E CAMBISTAS

O diretor de ingressos do comitê revelou que em alguns dos 205 países ligados ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a venda de ingresso já começou e é feita pelos comitês locais.

A carga de ingressos destinada ao público estrangeiro, cerca de 2,25 milhões, é definida pelo COI através de um regime de cotas. Esse sistema leva em conta o número de atletas participantes, demanda de ingressos em outras edições dos Jogos, entre outros fatores.

Segundo Ferreti, Estados Unidos, Alemanha e Grã-Bretanha são os que têm as maiores cotas historicamente. “Alguns países já começaram a vender e a única restrição é não vender antes do país-sede“, explicou.

Em breve, o Comitê Rio 2016 pretende lançar um site para que os contemplados no sorteio dos ingressos que queiram devolver suas entradas possam fazer essa operação de forma legal. O dinheiro gasto poderá ser ressarcido integralmente e o bilhete devolvido será posto novamente à venda.

“Queremos que o fã tenha acesso aos ingressos e não pessoas com segundas intenções no mercado negro”, disse.

A medida visa minimizar a ação de cambistas nos Jogos. O diretor revelou ainda que os ingressos dos Jogos serão vendidos com o nome do comprador, que poderá repassar para algum conhecido. Se o bilhete for revendido para terceiros, a prática pode ser considera ilegal e criminosa.

“É impossível não ter cambismo, mas estamos nos prevenindo para coibir esse tipo de coisa”, finalizou Ferreti.

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