23 de Dezembro de 2015 / às 16:52 / em 2 anos

Fifa apresenta pacote de reformas para congresso de fevereiro

ZURIQUE (Reuters) - Abalada por escândalos de corrupção, a Fifa apresentou nesta quarta-feira reformas detalhadas que irá pedir que seus membros adotem em fevereiro, data de um congresso especial em que se buscará recuperar a reputação da entidade que gerencia o futebol mundial e eleger um novo presidente.

Sede da Fifa, em Zurique. 17/12/2015. REUTERS/Ruben Sprich

As reformas incluem um limite ao número de mandatos que seus dirigentes podem cumprir, uma reação ao banimento de oito anos do atual presidente, Joseph Blatter, que comandou a Fifa por 17 anos. Seu reinado terminou com o pior escândalo de corrupção da história da entidade.

As emendas também objetivam aumentar o controle sobre as 209 associações da Fifa e separar decisões políticas e de administração, com um conselho de 36 membros substituindo o comitê executivo de 25 membros.

“Esta é uma ocasião única na história da Fifa, e chega no momento crucial em que nos concentramos no trabalho duro de restaurar a credibilidade e a estabilidade”, disse o presidente em exercício, Issa Hayatou, nos comentários preparados para o congresso de 26 de fevereiro em Zurique.

“Espero que todas as confederações e que nossas associações-membros acolham plenamente estas reformas. Isso irá demonstrar ao mundo que ouvimos e aprendemos com os eventos recentes e que estamos tomando as medidas necessárias.”

A Fifa é alvo de investigações criminais nos Estados Unidos e na Suíça, país onde tem sua sede.

Nesta semana, seu comitê de ética afastou Blatter e o presidente da Uefa, Michel Platini, há tempos visto como seu sucessor, durante oito anos por violações éticas. Ambos negam qualquer irregularidade.

Dirigentes de futebol das Américas do Sul e Central fazem parte da última leva de 16 pessoas indiciadas este mês pelos EUA por esquemas milionários de pagamento de propinas por direitos de marketing e de transmissão de jogos, o que eleva para 41, até o momento, o número de indivíduos indiciados na investigação, que envolve dezenas de países.

Reportagem de Michael Shields e Brian Homewood

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