July 25, 2017 / 9:25 PM / a year ago

Estudo indica sinais de problemas cerebrais em 99% de ex-jogadores da NFL analisados

Super Bowl entre New England Patriots contra Atlanta Falcons 5/2/2017 Bob Donnan-USA TODAY Sports

BOSTON (Reuters) - Os cérebros de 99 por cento de ex-jogadores da Liga Nacional de Futebol Americano dos Estados Unidos (NFL) analisados mostravam sinais de uma doença ligada a pancadas repetidas na cabeça que pode levar à demência, de acordo com pesquisa publicada em um jornal médico nesta terça-feira.

As descobertas foram baseadas na análise mais ampla até o momento dos cérebros de ex-jogadores de futebol americano por sinais de encefalopatia crônica traumática. A condição, também conhecida como CTE (na sigla em inglês), é relacionada ao tipo de choque entre cabeças que é parte do esporte, embora a NFL e ligas estudantis estejam ajustando os jogos nos anos recentes para limitar pancadas na cabeça.

“Os dados sugerem que há uma relação muito provável entre exposição ao futebol americano e risco de desenvolvimento da doença”, disse Jesse Mez, professor assistente de neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Boston, que foi o autor-chefe do estudo publicado no Jornal da Associação Médica Americana.

Os pesquisadores estudaram os cérebros de 202 ex-atletas que jogaram futebol americano na NFL, na Liga Canadense de Futebol Americano ou em nível colegial ou universitário e encontraram sinais de CTE nos cérebros de 110 de 111 ex-jogadores da NFL.

A condição, que atualmente só pode ser diagnosticada após extração de tecido cerebral de uma pessoa morta, foi diagnosticada em ex-jogadores incluindo Junior Seau, membro do Hall da Fama, e Dave Duerson. Ambos cometeram suicídio.

Os pesquisadores ressaltaram que o estudo possuía limitações, incluindo que os cérebros dos analisados foram doados por suas famílias e que as famílias tinham maior probabilidade de participar do estudo caso os jogadores tivessem indicado sintomas da CTE.

Eles também observaram que os sintomas comportamentais de CTE, incluindo depressão, ansiedade e perda de memória, foram relatados em indivíduos cujos cérebros apresentaram pouco sinal de dano e sugeriram que outros fatores, incluindo abuso de substâncias, pudessem contribuir para a condição.

A NFL, que no ano passado prometeu 100 milhões de dólares para pesquisas neuromédicas, disse que o estudo ajudaria a liga e os jogadores a entender a condição.

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