June 19, 2018 / 1:49 PM / 5 months ago

Torcedores latinos deixam rivalidade de lado para torcer na Copa do Mundo

SOCHI, Rússia (Reuters) - Se você olhar para as arquibancadas durante partidas da Copa do Mundo e vir um bando de colombianos apoiando o Panamá ou um grupo de mexicanos torcendo pelo Brasil, não fique surpreso: na Copa, a América Latina é um país.

Torcedores de Argentina, Rússia e Peru em Moscou 17/06/2018 REUTERS/Sergei Karpukhin

Uma vez a cada quatro anos, os latino-americanos deixam suas rivalidades de lado para torcerem por seus vizinhos e rivais de outrora.

Este apoio pode surpreender os europeus —pergunte a um escocês que torce para cada um dos oponentes da Inglaterra—, mas para os latino-americanos o desejo de ver a região se sair bem supera rivalidades internas.

“Sou da América Central, mas estou vestindo a camisa peruana. E se o Peru não avançar, apoiarei o próximo país latino, e assim por diante”, disse Wilson Castillo, de El Salvador e casado com uma peruana, que mora em Miami, lar de uma grande variedade de imigrantes latinos.

“Sempre apoiamos os países latino-americanos porque somos hispânicos e temos que estar sempre unidos”, disse sua esposa, Jannys Castillo.

As seleções latino-americanas são conhecidas por terem os torcedores mais apaixonados. 

Três dos jogadores vistos por muitos como os maiores de todos os tempos, Pelé, Diego Maradona e Lionel Messi, são todos da América do Sul. Brasil, Argentina e Uruguai dividem nove Copas do Mundo, só duas a menos que todas as nações europeias.

O casal Castillo e seus dois filhos foram à Rússia planejando ver tantos times latino-americanos quanto puderem, e não estão sozinhos.

Uma grande quantidade de latino-americanos está em toda a Rússia para apoiar seus vizinhos, movimento que um torcedor apelidou de “Sim, Nós Podemos”.

Cifras de vendas divulgadas uma semana antes de o torneio começar mostraram que cinco das 10 nações que mais compraram ingressos para o Mundial são da América Latina, e que muitos dos que os adquiriram nos Estados Unidos também são hispânicos.

Os torcedores do Peru tomaram conta de Saransk antes da partida de estreia de sua seleção, os mexicanos apimentaram Moscou com seus cânticos e roupas irreverentes e milhares de panamenhos barulhentos levaram um toque caribenho à quente e úmida Sochi.

Se existe uma exceção à regra é a Argentina, o mais europeu de todos os países latino-americanos, mas que muitos latino-americanos veem como arrogante.

E se a Argentina vencer? “Nãooooo”, exclamou o colombiano Carlos Garizao. “A Argentina, nunca”.

Reportagem adicional de Alexandra Ulmer em Volgogrado

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