July 2, 2018 / 8:11 PM / 4 months ago

Tímido no passado, colombiano Mina recebe apelido de ouro

BOGOTÁ (Reuters) - Quando Yerry Mina, artilheiro da Colômbia na Copa do Mundo da Rússia, era uma criança gordinha e tímida na pequena cidade produtora de açúcar de Guachene, ele não sonhava em marcar gols, e sim em impedi-los.

Yerry Mina, da Colômbia, comemora gol marcado contra Senegal na Copa do Mundo 28/06/2018 REUTERS/David Gray

O impaciente aprendiz de jogador primeiro tentou ser goleiro, seguindo os passos de seu pai e seu tio, que jogaram profissionalmente na posição.

Mas Mina era tão ruim que seu primeiro técnico, Seifar Aponza, teve que mudá-lo para posições de linha.

Agora, com 23 anos, o zagueiro Mina pode ser o jogador revelação da Colômbia na Copa do Mundo. Embora não tenha participado da primeira partida da seleção colombiana, contra o Japão, ele marcou de cabeça contra o Senegal e contra a Polônia, ganhando o apelido de “Mina de Ouro”.

A Colômbia inteira espera uma repetição disto contra a Inglaterra na terça-feira, pelas oitavas de final.

Mina segue os passos do meia lesionado James Rodríguez, que brilhou na Copa de 2014 quando o principal atacante Radamel Falcao García ficou de fora por uma lesão no joelho.

Mina, muito acima de seus colegas colombianos com altura de 1,95m, frequentemente treinava descalço e sempre chegava mais cedo para os treinos quando criança.

“O treino era às 16h e ele ia às 13h”, disse sua mãe, Marianela González, à Caracol Radio. “Ele dizia: ‘Não mãe, eu quero ser sempre o primeiro’”.

Ele uma vez propôs treinos no dia do Natal, segundo Aponza. “Isto me fez pensar que Yerry seria grande”, disse.

Além deste entusiasmo, o jovem Mina, cujo primeiro nome “Yerry” foi escolhido por sua mãe por conta do rato do desenho “Tom e Jerry”, que seus pais costumavam assistir, também é famoso por outra característica menos ilustre – sua tendência a ficar enjoado em viagens de carro.

“Ele era muito ruim em viagens, quando íamos para jogos intermunicipais ele quase sempre vomitava”, disse Aponza.

DESTINO: BARCELONA

Mina ficava especialmente vulnerável em longas jornadas para visitar seu pai, que jogava no Equador.

“Ele vomitava o caminho inteiro”, disse sua mãe.

A obsessão de Mina rendeu frutos. Ele se tornou o primeiro colombiano a jogar pelo Barcelona quando se mudou para lá no começo deste ano, após mais de cinco anos jogando em clubes colombianos e uma passagem pelo Palmeiras.

Ele jogou torneios internacionais em nível juvenil, pegando carona em caminhões de construção nas perigosas estradas de Cali.

Mina recebeu ofertas para jogar por clubes em outras cidades já mesmo adolescente, mas sua mãe fez com que continuasse em Guachene até que terminasse o ensino médio.

Após a formatura, Mina entrou no clube profissional colombiano Deportivo Pasto, mas ficou profundamente frustrado por não estar no time principal e quase voltou para casa. Sua mãe e Aponza o convenceram a não desistir e ele rapidamente foi promovido.

Apesar do sucesso de Mina, Aponza ainda vê um pequeno garoto tímido no jogador colombiano. “Quando você repreendia Yerry, a primeira coisa que ele fazia era chorar, e eu acho que ele ainda tem isso – quando ele comete um erro, ele se fecha.”

Reportagem de Julia Symmes Cobb; Reportagem adicional de Luis Jaime Acosta

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