July 7, 2018 / 4:49 PM / 4 months ago

Lukaku mostra que é capaz de mais do que apenas fazer gols

MOSCOU (Reuters) - O belga Romelu Lukaku aproximou-se do seu desejo de ser considerado um jogador de futebol completo, com a assistência para o gol decisivo de Kevin De Bruyne, contra o Brasil, nas quartas de final da Copa do Mundo, na sexta-feira. 

Belga Romelu Lukaku disputa bola com zagueiro brasileiro Miranda durante partida da Copa do Mundo 06/07/2018 REUTERS/Sergio Perez

O atacante mostrou muita velocidade ao arrancar da defesa, depois de a Bélgica ganhar a posse em um escanteio, cruzar o campo e soltar a bola para De Bruyne, que avançou alguns metros antes de soltar um ótimo chute no canto de Alisson. 

Assegurou a vantagem de 2 x 0 da Bélgica no intervalo e, apesar de o Brasil ter descontado depois do intervalo, provou ser a diferença na Arena Kazan, levando a Bélgica para as semifinais da Copa do Mundo pela segunda vez na história. 

“Todos pensam que Romelu Lukaku só sabe fazer gols, gols, gols”, disse o jogador do Manchester United. “Mas eu quero ser visto como um atacante completo. Dar assistências também é importante e este ano eu as dei mais do que nunca.”

“Claro que quero marcar, mas, ao mesmo tempo, eu tento trabalhar o máximo que posso pelo time. Eu não tenho que me provar mais (como goleador). Todos sabem que posso marcar em cada chance que tenho dentro da área, mas o individual não conta aqui”, disse. 

Para De Bruyne, a euforia depois do triunfo de sexta-feira precisa ser calibrada porque a “geração de ouro” da Bélgica ainda não conquistou nada. 

“No futebol, o que importa é vencer os títulos. Minhas melhores memórias do jogo são de quando fui campeão. Marcar contra o Brasil não é o melhor momento da minha carreira”, afirmou.

“Nós ainda não ganhamos a Copa do Mundo. Porque ainda precisamos ganhar mais duas partidas”, acrescentou De Bruyne. 

A primeira será a semifinal contra a França, em São Petersburgo, na terça-feira, e se a Bélgica, que chegou à semifinal pela última vez em 1986, vencer, a decisão será em Moscou, no outro domingo. 

    (Reportagem de Mark Gleeson)

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