July 7, 2018 / 6:09 PM / 4 months ago

Dirigente da federação Suíça sugere que jogadores abram mão de dupla nacionalidade

ZURIQUE (Reuters) - O secretário-geral da federação de futebol da Suíça, Alex Miescher, afirmou que jogadores com dupla cidadania só deveriam poder jogar pelo país se abrissem mão da segunda nacionalidade. 

Granit Xhaka comemora gol marcada pela Suíça contra a Sérvia 22/06/2018 REUTERS/Gonzalo Fuentes

Miescher, cujos comentários devem dar início a um feroz debate, disse que estava preocupado que jogadores pudessem se beneficiar dos programas de desenvolvimento da Suíça apenas para defender as seleções principais de outros países.

A seleção suíça, eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo pela Suécia, por 1 x 0, na última terça-feira, aproveita bastante imigrantes de segunda geração, muitos da antiga Iugoslávia e também de países africanos. 

O assunto chegou aos holofotes quando Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri, de etnia kosovar-albanesa, foram multados pela Fifa por comemorarem seus gols na vitória por 2 x 1 sobre a Sérvia com um gesto que aparentemente imitava a água da bandeira da Albânia. 

“Temos que nos perguntar: queremos dupla cidadania?”, disse Miescher, em uma entrevista com o jornal Tagesanzeiger.  

“Deveria haver um plano em que os jogadores com várias nacionalidades ficassem presos à seleção suíça nas categorias de base. É uma ideia que cresceu dentro de mim... a questão com a águia mostrou que há um problema.” 

Jogadores que representaram a Suíça nas categorias de base, mas mudaram de time, incluem o irmão de Xhaka, Taulant, que joga pela Albânia, Ivan Rakitic (Croácia) e Frank Feltscher (Venezuela). 

“Nós ouvimos muitas promessas. Mas o jogador completa 21 anos e decide defender outro país porque vê mais chances de jogar partidas internacionais”, disse Miescher. 

“Eu acho chocante que não temos nenhum poder de barganhar aqui. Um jogador desses aproveitou-se de um local de treinamento muito valioso e caro. Talvez possamos dizer que as portas desses programas estão abertas apenas para jogadores que não têm dupla cidadania.” 

Ele acrescentou: “Hoje em dia, nós nos beneficiamos da força da nossa seleção. Mas se Bósnia, Croácia, Albânia e alguns países africanos estiverem em Copas futuras, pode ser que tenhamos treinado muitos jogadores dessas nações”. 

Ele também sugeriu que essa regra poderia facilitar a vida dos próprios jogadores. “Seria libertador para muitos jogadores se a decisão fosse tomada mais cedo”, disse. 

Reportagem de Brian Homewood

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