December 3, 2019 / 3:28 PM / 9 days ago

Maior de todos os tempos, Slater vai ao Havaí em busca de vaga na estreia olímpica do surfe

(Reuters) - Quando Kelly Slater, o maior surfista de todos os tempos, venceu sua primeira disputa do Pipeline Master em 1992, John John Florence era um bebê de fraldas brincando na areia havaiana.

Kelly Slater 14/05/2008 REUTERS/Joseba Etxaburu

Agora, como o Circuito Mundial de Surfe (WCT) de 2019 também fará as vezes de qualificatória para a estreia olímpica do esporte, uma intrigante trama secundária vai se desenrolar no próximo Pipeline Master’s no Havaí: será o rei ou o príncipe do surfe que pegará uma onda em busca do ouro em Tóquio?

O surfista californiano Kolohe Andino já garantiu uma das vagas da equipe dos Estados Unidos para os Jogos de Tóquio do ano que vem, e a batalha pela segunda vaga se resume a Slater, dono de 11 títulos mundiais, e o bicampeão mundial Florence, atualmente visto como um dos melhores surfistas do planeta.

Natural da Flórida, Slater precisa de um grande desempenho no último evento da temporada na emblemática Pipeline para conseguir o lugar e corar uma das carreiras mais espetaculares da modalidade com uma vaga olímpica.

Descrevê-lo como o melhor surfista competitivo da história é um eufemismo.

O surfista de 47 anos domina o esporte desde que se tornou profissional em 1990, tendo vencido 55 eventos do circuito e 11 títulos mundiais — o primeiro com 20 anos e o mais recente em 2011, com 39 anos.

Ele tem uma afinidade em particular com Pipeline, onde foi campeão sete vezes — um recorde. Quer conquiste uma última vitória ou não, Slater admite que provavelmente aposentará a prancha ali quando chegar a hora.

“Acho que Pipeline provavelmente é uma aposta segura que seria ali que eu anunciaria minha aposentadoria”, disse Slater ao programa In Depth with Graham Bensinger, no mês passado.

Florence, de 27 anos, também tem uma ligação forte com Pipeline, já que literalmente cresceu na praia e enfrenta seus tubos poderosos desde a infância.

Apesar de ter machucado o joelho no Brasil e ter perdido os últimos cinco eventos do circuito anual de 11 provas, Florence ainda tem uma vantagem folgada sobre Slater antes do confronto de Pipeline, que acontece entre os dias 8 e 20 de dezembro.

Dessa forma, Slater precisa chegar pelo menos às quartas de final para obter a vaga olímpica mesmo se Florence não se recuperar a tempo para competir em casa — algo que ele disse estar focado em conseguir.

Entre os brasileiros, Ítalo Ferreira, Gabriel Medina e Filipe Toledo ocupam três das quatro primeiras posições do WCT neste ano e brigarão pelo título de 2019 em Pipeline, além das duas vagas olímpicas do país.

Por Lincoln Feast, em Sydney

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