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Clubes ingleses provavelmente não irão cuspir no prato chinês em que comem

Mesut Ozil durante partida do Arsenal contra o Manchester City pelo Campeonato Inglês 15/12/2019 Action Images via Reuters/John Sibley

LONDRES (Reuters) - A decisão do Arsenal de se distanciar das críticas do meia Mesut Ozil às políticas chinesas contra a minoria muçulmana Uigur não surpreende os que são familiares com a luta das potências futebolísticas europeias por um pedaço do gigantesco mercado chinês em expansão.

A China é agora o mais lucrativo mercado externo para o Campeonato Inglês. Os asiáticos pagam 564 milhões de libras (724 milhões de dólares) em um acordo de direitos televisivos para os próximos 3 anos, enquanto a Itália, Espanha e Alemanha também faturaram grandes acordos.

A equipe do Wolverhampton Wanderers é de propriedade total de chineses, enquanto os proprietários do atual campeão inglês, o Manchester City, venderam cerca de 13% do clube para uma empresa chinesa de investimentos.

A maioria das equipes tem algum nível de patrocínio chinês, enquanto a competição Asia Trophy, na pré-temporada do Campeonato Inglês, foi realizada em Xangai e em Nanquim neste ano.

O relatório anual Red Card, elaborado pela consultoria Mailman, baseada em Xangai e que rastreia o engajamento digital e em redes sociais, lista o Arsenal como a sétima equipe europeia mais acompanhada na plataforma chinesa Weibo, similar ao Twitter, em 2018.

Ozil, que já foi uma das estrelas da seleção alemã de futebol, foi votado o quinto mais influente jogador no mundo. O jogador, muçulmano nascido na Alemanha e com pais de origem turca, se casou neste ano e teve como seu padrinho na cerimômia o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

O relatório Red Card também informou que o Arsenal está entre os principais clubes nos quesitos comercialização digital e consciência de marca na China.

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