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Alpinistas veteranos duvidam que novas regras para o Evereste impedirão mortes

Monte Evereste 30/11/2015 REUTERS/Navesh Chitrakar

(Reuters) - Alpinistas veteranos do Monte Evereste expressaram dúvidas de que novos regulamentos propostos pelo governo do Nepal para endurecer o processo de concessão de autorizações para os aventureiros combaterão as causas centrais do saldo de mortes pesado deste ano no pico mais alto do mundo.

Os montanhistas norte-americanos Ed Viesturs e Alan Arnette disseram que as planejadas novas leis --se forem de fato adotadas-- dificilmente reverterão a tendência crescente de alpinistas inexperientes chegando em bandos para escalar o pico de 8.850 metros do Himalaia.

“Já vi esse filme tantas vezes que é totalmente previsível”, disse Arnette à Reuters em uma entrevista por telefone na terça-feira. “Todos os anos, desde 2013, algo dá errado e eles (o governo do Nepal) anunciam todas essas regras novas e nunca as implantam.”

Onze alpinistas morreram no Evereste em 2019 --nove do lado nepalês e dois do lado tibetano. Muitos pereceram quando uma corrida para subir a montanha durante uma janela curta de tempo favorável surgida no final de maio provocou um “engarrafamento” perto do cume.

“A maioria das equipes opta em ir ao cume quando a primeira janela climática é prevista”, disse Viesturs à Reuters em uma de várias entrevistas por telefone e email.

A superlotação --que chamou atenção em todo o mundo quando uma foto de uma fila de alpinistas pisando em corpos para chegar ao pico viralizou-- provocou atrasos fatais no ar rarefeito da chamada “zona da morte”, situada acima dos oito mil metros.

Isso criou o temor de que montanhistas inexperientes estejam sendo incentivados por empresas de turismo inescrupulosas a tentar a escalada.

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