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Brasil vai a Tóquio como favorito no surfe após dobradinha com Ítalo e Medina

(Reuters) - Ítalo Ferreira superou Gabriel Medina e conquistou seu primeiro título mundial de surfe nas ondas grandes, mas imperfeitas, da famosa praia de Pipeline, no Havaí, na quinta-feira, consolidado o status do Brasil como favorito ao primeiro ouro olímpico da modalidade nos Jogos de Tóquio 2020.

Surfista brasileiro Ítalo Ferreira 20/10/2018 REUTERS/Pedro Nunes

Ítalo foi perfeito na escolha e no posicionamento ao surfar as maiores e mais importantes ondas do dia, e conseguiu aumentar as pontuações com manobras aéreas na finalização.

“Esse era meu sonho, sabe, dediquei toda a minha vida a isso”, disse ele, emocionado, depois de ser carregado pela praia e banhado em champanhe.

Ítalo dedicou a vitória à avó e a um tio que morreram recenteente.

Cinco surfistas chegaram à última das 11 etapas do Circuito Mundial Masculino de Surfe (WCT) com chances de disputar o título, mas a decisão ficou entre Medina e Ítalo.

Como o WCT também funciona como eliminatória para a competição masculina da Olimpíada de Tóquio 2020, a dobradinha brasileira enviou um recado contundente para os rivais antes da estreia olímpica do surfe.

Ítalo começou bem a disputa final, acumulando duas notas fortes que aumentaram a pressão sobre Medina, bicampeão mundial e um dos melhores na perigosa Pipeline.

Medina voltou à briga pegando um tubo profundo, mas Ítalo ampliou a vantagem e controlou os nervos até a sirene final.

Kelly Slater, de 47 anos, mostrou que ainda é uma ameaça em seu cenário favorito -- ele venceu o primeiro de seus sete Pipeline Masters na praia norte de Oahu em 1992.

Visto como o maior surfista de todos os tempos, Slater conseguiu a única nota 10 do evento em uma bateria anterior, pegando um tubo em Backdoor, alter ego menos previsível e igualmente violento à direita de Pipeline.

Mas Slater foi superado por Ítalo nas semifinais e não conseguiu derrotar o havaiano John John Florence na corrida por uma vaga na equipe olímpica dos Estados Unidos.

Se Slater é o rei do esporte, Medina é o mais próximo --intensamente concentrado, hiper competitivo e sem fraquezas. Ele voltou a provar sua força na bateria das oitavas de final com uma manobra polêmica contra outro conterrâneo, Caio Ibelli.

Faltando segundos, Medina entrou na onda de Ibelli sem prioridade e teve seu placar zerado na segunda onda, mas impediu o rival de obter a nota modesta que precisava.

Depois Medina arrasou nas quartas e semifinais, parecendo destinado a um terceiro título, até Ítalo vencê-lo em um encerramento eletrizante.

Veja a classificação provisória para Tóquio 2020:

Ítalo Ferreira (Brasil)

Gabriel Medina (Brasil)

Jordy Smith (África do Sul)

Kolohe Andino (EUA)

John John Florence (EUA)

Jeremy Flores (França)

Michel Bourez (França)

Owen Wright (Austrália)

Julian Wilson (Austrália)

Kanoa Igarashi (Japão)

Shun Murakami (Japão)

Billy Stairmand (Nova Zelândia)

Frederico Morais (Portugal)

Ramzi Boukhiam (Marrocos)

Lucca Mesinas (Peru)

Por Lincoln Feast em Sydney

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