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Moradores de Tóquio fazem oposição a planos de voos na Olimpíada

TÓQUIO (Reuters) - Enquanto Tóquio se prepara para receber visitantes estrangeiros nos Jogos Olímpicos em julho, alguns moradores da cidade estão preocupados com os mais de 100 jatos voando baixo por dia que o evento levará à capital japonesa.

A partir de 29 de março, 45 aviões de passageiros por hora descerão sobre Tóquio em duas novas rotas de aproximação do aeroporto por até três horas. Eles voarão até 300 metros acima dos bairros próximos ao aeroporto de Haneda.

“Há muito risco e pouco mérito, poucos moradores estão felizes”, disse Kiwami Omura, chefe do Projeto Haneda para Solução de Problemas, um grupo que tenta unir frentes da oposição nas 23 alas de Tóquio. Ele afirmou que o governo “está usando as Olimpíadas para impulsionar esse plano, mas os voos continuarão quando (o evento) acabar”.

As rotas de aproximação fazem parte de um esforço renovado para expandir o acesso aéreo à maior área metropolitana do mundo. As autoridades de aviação lutam há décadas para aumentar a capacidade diante da oposição feroz à construção de aeroportos, incluindo o outro aeroporto de Tóquio, a 80 km.

Dar impulso a um novo plano de aviação que aumentará os voos para Tóquio em um terço para um milhão por ano faz parte do esforço do primeiro-ministro, Shinzo Abe, de fazer do turismo uma prioridade econômica.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, também quer tornar sua cidade mais competitiva globalmente, enquanto o restante do Japão luta contra o declínio da população.

As novas rotas ao centro de Tóquio adicionarão 39.000 voos por ano e, segundo o governo, ajudarão a impulsionar a economia japonesa em cerca de 6 bilhões de dólares. As companhias aéreas Japan Airlines, ANA e Delta Air Lines estão entre as que mais se beneficiam com o aumento de slots.

Para abrir as rotas, as autoridades de aviação japonesas tiveram que obter permissão das Forças Armadas dos Estados Unidos para que jatos comerciais passassem por uma parte do espaço aéreo restrito que circunda a Base Aérea de Yokota, no oeste de Tóquio.

O governo de Abe disse em agosto que “ganhou o entendimento” dos moradores de Tóquio. No entanto, os parlamentares da ala de Shinagawa, em Tóquio, perto de Haneda, continuam a se opor ao plano, pedindo medidas mais rigorosas de barulho e segurança e um compromisso de variar as rotas.

“Acredito que a decisão ignora o que os moradores querem”, disse Jin Matsubara, um parlamentar independente, antes de uma reunião com representantes de grupos da oposição. “Meu círculo eleitoral está próximo de Haneda e o efeito do ruído e da queda de objetos pode ser significativo.”

Syota Suyama, funcionário do Ministério de Infraestrutura Terrestre de Transportes, admitiu que ainda há trabalho a ser feito. “Estamos cientes de que ainda precisamos tranquilizar as pessoas”.

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