March 11, 2020 / 1:21 PM / 3 months ago

Ideia de que é viável adiar Olimpíada de Tóquio é "absurda", diz chefe de comitê organizador

TÓQUIO (Reuters) - Um adiamento de um ou dois anos seria a opção mais “viável” se a Olimpíada de Tóquio não puder ser organizada neste ano por causa do surto global de coronavírus, disse um membro do comitê organizador à Reuters, mas o chefe da organização dos Jogos refutou qualquer possibilidade de adiamento.

Homem com máscara de proteção passa pelo logo da Olimpíada de Tóquio 11/03/2020 REUTERS/Issei Kato

O presidente do comitê organizador da Tóquio 2020, Yoshiro Mori, disse que sua equipe não está cogitando nenhuma mudança de planos e que Haruyuki Takahashi, o membro da organização que aventou a possibilidade de um adiamento, pediu desculpas pela sugestão “absurda”.

Takahashi, um dos mais de duas dúzias de membros do conselho executivo da Tóquio 2020, havia dito mais cedo que o organismo começou a estudar as maneiras como o vírus poderia afetar os Jogos e que um adiamento era uma possibilidade.

Os organizadores vêm insistindo na mensagem de que os Jogos não serão cancelados ou adiados, mas patrocinadores que já injetaram bilhões de dólares estão cada vez mais apreensivos com a maneira como o surto de coronavírus afetará o evento.

Takahashi disse à Reuters que o dano financeiro do cancelamento dos Jogos ou de sua realização sem espectadores seria grande demais, enquanto um adiamento de menos de um ano criaria um conflito com os calendários de outros grandes esportes profissionais.

“Precisamos começar a nos preparar para qualquer possibilidade. Se os Jogos não puderem ser realizados neste verão, um adiamento de um ou dois anos seria o mais viável”, disse Takahashi.

Mas o chefe do comitê organizador disse mais tarde que não se pensa em alterar o plano para o evento e que ele começará em 24 de julho, tal como programado.

“Nossa postura básica é seguir em frente com os preparativos para uma Olimpíada com segurança e proteção”, disse Mori a repórteres em entrevista noturna organizada às pressas. “Portanto, não estamos pensando em mudar de curso ou de planos de forma nenhuma”.

Até agora, o Japão teve quase 1.300 casos de coronavírus, incluindo cerca de 700 de um navio de cruzeiro que foi posto em quarentena perto de Tóquio no mês passado.

Na terça-feira, o país relatou 59 casos, o maior número de infecções em um único dia, de acordo com a emissora pública NHK.

Especialistas dizem que um adiamento de um ano criaria grandes problemas logísticos, mas seria factível para as emissoras por se encaixar em sua programação de verão normalmente flexível.

Reportagem adicional de Antoni Slodkowski, Chang-Ran Kim, Shiho Tanaka e Elaine Lies

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