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COI avalia cenários para Jogos e cancelamento não está entre eles, diz Bach

NOVA YORK (Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional está considerando vários cenários para os Jogos de Tóquio em meio à pandemia de coronavírus, mas o cancelamento não é um deles, disse o presidente do COI, Thomas Bach, ao New York Times.

Mulher com máscara de proteção contra coronavírus caminha em frente a painel com a logo dos Jogo de Tóquio 19/03/2020 REUTERS/Issei Kato

Os organizadores do maior evento poliesportivo do mundo têm afirmado repetidamente que os Jogos vão começar em 24 de julho, conforme programado, mesmo com a rápida disseminação do vírus semelhante à gripe que paralisou eventos esportivos em todo o mundo.

O novo coronavírus, que surgiu na China no final do ano passado, já matou mais de 10 mil pessoas ao redor do mundo, provocando receios de que a Olimpíada possa ser adiada ou cancelada.

Bach, no entanto, disse que o COI não está nem pensando em cancelar os Jogos.

“O cancelamento não está na agenda. Estamos comprometidos com o sucesso desses Jogos”, afirmou.

Uma força-tarefa do COI, que incluiu a Organização Mundial da Saúde, determinou que era muito cedo para tomar uma decisão sobre como gerenciar o impacto da pandemia na Olimpíada.

“Não sabemos qual será a situação”, disse ele.

“É claro que estamos considerando cenários diferentes, mas somos contrários a muitas outras organizações esportivas ou ligas profissionais, pois estamos a quatro meses e meio dos Jogos.”

“O que torna essa crise tão única e tão difícil de superar é a incerteza. Hoje, ninguém pode dizer quais são os desdobramentos amanhã, em um mês, que dirá em mais de quatro meses”, acrescentou.

Espera-se que o Japão receba 600 mil espectadores e atletas estrangeiros no evento, que conta com investimentos de bilhões de dólares por patrocinadores e pelo menos 12 bilhões de dólares gastos em preparativos.

Bach disse que a decisão final sobre os Jogos não será determinada por interesses financeiros. Proteger a saúde de todos os envolvidos e conter o vírus são os principais objetivos, segundo ele.

“Graças às nossas políticas de gerenciamento de risco que estão em vigor há quatro anos e ao nosso seguro, o COI poderá, em qualquer caso, continuar as operações e continuar a cumprir nossa missão”, afirmou.

Nos últimos dias, vários atletas, incluindo a atual campeã olímpica de salto com vara, Katerina Stefanidi, acusaram o COI de colocar em risco a saúde dos atletas ao pedir que eles continuem treinando enquanto muitos países estão no modo isolamento.

Bach, medalhista de ouro olímpico em esgrima, disse que compreende os atletas.

“Para um atleta, a pior coisa na preparação é a incerteza que distrai os treinamentos e os preparativos”, declarou. “Eu disse a 220 atletas em teleconferência na quarta-feira que não podemos fingir que temos respostas para todas as suas perguntas.”

“Estamos na mesma situação que vocês e o resto do mundo. É uma situação excepcional e única, que exige soluções excepcionais”, completou ele.

Por Sudipto Ganguly em Mumbai

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