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Liga espanhola pede que mais clubes reduzam salários dos jogadores

Partida entre Real Betis e Real Madrid 08/03/2020 REUTERS/Marcelo Del Pozo

MADRI (Reuters) - A primeira divisão do futebol espanhol recomendou que todos os seus clubes se juntem a Barcelona e Atlético de Madrid em cortes salariais a funcionários, incluindo jogadores, para lidar com a perda de receita durante o estado de emergência do país devido ao novo coronavírus.

A Espanha está em sua terceira semana de isolamento e muitas empresas registraram cortes temporários nos salários, chamados de ERTE, por causa do aprofundamento da crise econômica causado pela propagação do vírus, que infectou 117.710 pessoas e matou 10.935 no país.

“Estamos pedindo aos clubes que iniciem ERTEs devido às medidas especiais que o governo tem adotado para aliviar o impacto negativo que a Covid-19 está tendo em nosso setor, para que possamos garantir que o setor se recupere quando a crise terminar”, afirmou a La Liga em comunicado nesta sexta-feira.

De acordo com o documento, o futebol profissional representava 1,37% do PIB da Espanha e era responsável por cerca de 185.000 empregos.

Atual campeão e líder do Espanhol, o Barcelona se tornou o primeiro clube de alto escalão da Espanha a dar detalhes de um corte salarial quando anunciou, na segunda-feira, uma redução de 70% no salário dos jogadores. O elenco principal do time fez um corte adicional para garantir que os demais funcionários continuassem a ganhar seus salários completos.

O Atlético de Madrid anunciou então um corte salarial de 70% para os jogadores da equipe principal, reserva e equipe feminina, mas disse que os jogadores do time principal e os diretores fizeram uma doação para garantir que outros membros da equipe ainda recebessem os pagamentos integrais.

Os principais clubes da Alemanha e da Itália também anunciaram cortes nos salários dos jogadores, enquanto a Premier League da Inglaterra recebeu críticas do governo por não cortar os salários dos jogadores, enquanto alguns reduziram os salários de outros funcionários.

Reportagem de Richard Martin

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