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Tóquio 2020 precisa ser flexível se vacina contra coronavírus não estiver pronta, dizem especialistas

Aneis olímpicos em Tóquio 22/03/2020 REUTERS/Issei Kato/

TÓQUIO (Reuters) - A Olimpíada de Tóquio prevista para julho de 2021 será um evento “singularmente arriscado”, exigindo flexibilidade dos organizadores em meio à incerteza da pandemia de Covid-19, principalmente se uma vacina não tiver sido lançada até a data, segundo especialistas médicos.

O Japão e o Comitê Olímpico Internacional tomaram no mês passado a decisão sem precedentes de adiar os Jogos por um ano, enquanto o mundo luta contra o vírus que já infectou 2,3 milhões de pessoas e matou mais de 150 mil em escala global.

Mas ainda há dúvidas sobre se os Jogos podem ocorrer daqui a 15 meses, já que uma vacina ainda pode demorar pelo menos um ano, de acordo com as estimativas mais otimistas.

“Quando falamos em trazer esportes de volta a estádios lotados, acredito ser algo que teremos que esperar pela vacina”, disse Zach Binney, epidemiologista da Emory University, nos Estados Unidos.

A Olimpíada Tóquio 2020 está programada para acontecer de 23 de julho a 8 de agosto do próximo ano, mas os organizadores esperam poucas mudanças no plano original, incluindo a participação de torcedores.

No entanto, isso pode ser otimista demais, afirmou Binney, especialista em aspectos da saúde dos atletas, à Reuters.

“Toda pessoa que você adiciona a uma reunião aumenta o risco”, disse Binney. “Então, quando você chega a 50.000, 70.000, 100.000 (torcedores) ... isso representa um enorme risco a ser assumido sem uma vacina.”

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