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Astro aposentado do futebol chinês defende saída do Partido Comunista

PEQUIM (Reuters) - Um astro aposentado do futebol chinês pediu que o Partido Comunista deixe o governo da China em um vídeo divulgado nesta quinta-feira no canal no YouTube do bilionário fugitivo Guo Wengui, que é próximo do ex-assessor de Trump na Casa Branca Steve Bannon.

Ex-jogador Hao Haidong durante premiação em Kuala Lumpur 25/05/1999 BM/GB

Hao Haidong, de 50 anos, que foi um grande ídolo na China nas décadas de 1990 e 2000 e é conhecido por ter residência na Espanha, falou em uma entrevista em vídeo de 53 minutos. Quinta-feira é o 31º aniversário da repressão a manifestantes estudantis na Praça da Paz Celestial, em Pequim.

O YouTube é bloqueado na China.

“Acho que o povo chinês não deve mais ser pisoteado pelo Partido Comunista Chinês. Acho que esse Partido Comunista deveria ser expulso da humanidade. Essa é a conclusão a que cheguei após 50 anos de vida”, diz ele no vídeo.

Não ficou claro de onde Hao estava falando no vídeo.

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Hao, um goleador que jogou pela seleção chinesa mais de 100 vezes, levou a China para sua única participação na Copa do Mundo, em 2002.

Ele tem sido um defensor de questões sociais e criticado o establishment do futebol chinês, mas não havia se pronunciado anteriormente contra o Partido Comunista.

Ele apareceu no vídeo com sua esposa, ex-campeã de badminton Ye Zhaoying.

Guo, procurado na China por crimes financeiros, deixou a China em 2014 e usa o YouTube para acusar autoridades chinesas de irregularidades.

Reportagem de Yew Lun Tian

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