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Naomi Osaka pretende seguir atuante em protestos contra injustiça racial

Naomi Osaka em partida contra russa Elena Vesnina 18/01/2018 REUTERS/Edgar Su/

TÓQUIO (Reuters) - Naomi Osaka, a esportista mais bem paga do mundo, afirmou que as vozes de atletas de destaque podem ser mais influentes do que as de políticos e está determinada a ser ouvida sobre a questão da injustiça racial.

A tenista duas vezes campeã de Grand Slam enfrentou uma reação nas redes sociais depois de expressar apoio aos protestos Black Lives Matter (BLM) na sequência da morte de George Floyd, um negro desarmado que morreu sob custódia da polícia em 25 de maio em Mineápolis.

Osaka, de 22 anos, que tem pai haitiano e mãe japonesa mas cresceu e vive principalmente nos Estados Unidos, diz que não tem intenção de recuar e espera ajudar a impulsionar mudanças sociais reais e permanentes.

“Manifesto minha opinião porque acredito no movimento e quero tentar usar minha plataforma para facilitar as mudanças”, disse Osaka à Reuters por email.

“O assassinato de George Floyd e a situação geral nos Estados Unidos tiveram um grande impacto em mim. Ficar em silêncio nunca é a resposta. Todos deveriam ter uma voz no assunto e usá-la.”

Osaka afirmou ter participado de protesto em Mineápolis e de outros atos do Black Lives Matters em Los Angeles, onde vive.

Após comentários nas mídias sociais, Osaka foi orientada a se concentrar no tênis, mas optou por responder a seus críticos com argumentos e alguns GIFs divertidos.

“Eu provavelmente não deveria ler todas as críticas, mas é difícil evitar”, disse ela, que tem mais de um milhão de seguidores no Instagram.

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