June 23, 2020 / 3:53 PM / a month ago

Taxas de transferência precisam cair para níveis racionais após vírus, diz CEO do Bayern

Diretor-executivo do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge 30/11/2019 REUTERS/Andreas Gebert

BERLIM (Reuters) - O futebol terá uma queda nas taxas de transferência e salários depois da pandemia de Covid-19 e o esporte precisa se adaptar a uma nova realidade, disse o CEO do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge.

Sua equipe garantiu na semana passada o oitavo título consecutivo da liga alemã e, apesar de ainda lutar por uma tríplice coroa, o Bayern prevê que seu faturamento anual de mais de 700 milhões de euros caia em cerca de 50 milhões devido à pandemia, segundo Rummenigge.

A Bundesliga foi suspensa em março por mais de dois meses após a disseminação do vírus em todo o mundo, reiniciando sem torcedores em maio, com a receita dos clubes continuando a cair.

“O futebol precisa tentar se tornar um pouco mais racional para se preparar melhor para futuras crises”, disse Rummenigge ao jornal Handeslblatt nesta terça-feira.

“Na década passada, o futebol, com taxas de transferências e salários de jogadores em alta, foi muito além de sua meta. Realizamos uma competição de transferências de tirar o fôlego que não pode mais ser chamada de racional.”

Embora o Bayern tradicionalmente evite pagar altos preços por jogadores, eles também se juntaram aos grandes gastadores no ano passado ao pagar um recorde de 80 milhões de euros pelo lateral-esquerdo Lucas Hernández, que passou grande parte da temporada lesionado.

Também haverá menos dinheiro disponível das emissoras nos próximos anos. A Liga Alemã de Futebol anunciou na segunda-feira acordos de direitos domésticos no valor de 4,4 bilhões de euros a partir da temporada 2021-22 por quatro anos. É menos lucrativo do que o contrato de quatro anos que termina na próxima temporada e vale 4,6 bilhões de euros.

Para a próxima temporada, os torcedores não devem esperar grandes gastos, já que os clubes passam por operações de corte de custos, disse Rummenigge.

Reportagem de Karolos Grohmann

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