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ENTREVISTA-Presidente da Uefa não vê problema em investimentos estatais em clubes

LISBOA (Reuters) - O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, não vê problema com a entrada de fundos soberanos e dinheiro vinculado ao Estado para o futebol, desde que as regras financeiras do esporte sejam observadas.

Presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, durante reunião do comitê executivo da entidade em Nyon 04/12/2019 REUTERS/Denis Balibouse

A questão foi destacada no início deste ano, quando o fundo soberano saudita, PIF, fazia parte de um grupo de investimentos que fez uma oferta para comprar o Newcastle United, da Premier League.

A oferta foi retirada no mês passado, depois que a Premier League começou a fazer uma longa análise da proposta de aquisição como parte de seu “teste de proprietários e diretores”, que avalia a adequação dos grupos de propriedade.

O consórcio responsabilizou a longa avaliação, que normalmente leva algumas semanas, pela decisão de retirada.

Desde então, o Newcastle manteve conversações com o Bellagraph Nova Group (BNG) sobre uma possível oferta de aquisição, disse a empresa apoiada por Cingapura na semana passada.

Também no mês passado, o fundo soberano do Barein adquiriu uma participação de 20% no clube francês Paris FC, da segunda divisão.

Questionado em uma entrevista à Reuters se tinha alguma preocupação sobre a entrada de fundos soberanos ou recursos vinculados ao Estado no futebol, Ceferin disse: “Se estiver dentro do regulamento, não estou preocupado”.

“Uma vez que distribuímos quase 90% de todo o dinheiro de volta às federações e clubes, adoraria ter ainda mais receitas, porque é bom para o desenvolvimento do futebol.”

O Paris Saint-Germain, de propriedade da Qatari Sports Investments, foi vice-campeão da Liga dos Campeões nesta temporada, ao perder por 1 x 0 para o Bayern de Munique na final de domingo.

O Manchester City, apoiado pelo Abu Dhabi United Group, chegou às quartas de final da competição após uma temporada em que superou a Uefa em uma disputa sobre os regulamentos do Fair Play Financeiro (FFP) do futebol europeu.

Embora nenhum dos clubes seja propriedade direta de fundos soberanos, seus vínculos estreitos com famílias governantes geraram algumas críticas.

Ceferin disse que a Uefa conta com o investimento no esporte para redistribuir recursos em todo o continente.

“É preciso saber que, sem a distribuição dos recursos pela Uefa, cerca de 50 de 55 federações estariam falidas e as crianças não poderiam jogar nesses países.”

“Portanto, para nós é muito importante permitir que os investimentos venham, mas dentro do regulamento (e) tendo em mente o Fair Play Financeiro e o equilíbrio competitivo”, afirmou.

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