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Relatos de racismo e homofobia disparam no futebol britânico

Wilfried Zaha, do Crystal Palace 01/09/2020 Action Images via Reuters/Andrew Couldridge

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - Relatos de ataques racistas e homofóbicos em jogos de futebol no Reino Unido atingiram um recorde no último ano, apesar da interrupção da temporada causada pela pandemia de coronavírus.

A discriminação registrada na temporada 2019/20 em jogos profissionais aumentou 42%, para 446, sendo que o ataque homofóbico quase dobrou e os relatos de racismo subiram 53%, de acordo com o Kick It Out, um grupo de combate à discriminação que analisa os incidentes.

O aumento ocorre em meio à pressão global sobre o racismo provocada pelos protestos do movimento Black Lives Matters, embora defensores de grupos LGBT+ tenham dito que o aumento se deveu em parte aos torcedores estarem mais dispostos a denunciar abusos, até mesmo por apoiadores de seu próprio time.

“Há muito menos estigma sobre denunciar --de certa forma, isso é muito encorajador”, disse Rodney Kumar, porta-voz do Kick It Out, à Thomson Reuters Foundation.

“Mas, obviamente, é bastante alarmante que tenhamos visto grandes aumentos no que diz respeito a todas as formas de discriminação no futebol, o que queremos combater.”

Em julho, um menino de 12 anos foi interrogado pela polícia depois que Wilfried Zaha, atacante do Crystal Palace e da Costa do Marfim, recebeu mensagens racistas no Instagram, incluindo uma foto da Klu Klux Klan.

Relatos de todos os tipos de discriminação nas redes sociais caíram quase 24%. Kumar atribuiu isso em parte à ação mais rápida das empresas para remover o ataque online

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