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Semenya perde recurso contra decisão da CAS sobre regulamentações de testosterona

Caster Semenya fala com jornalistas em Montreuil, perto de Paris 11/6/2019 REUTERS/Philippe Wojazer

(Reuters) - A bicampeã olímpica dos 800 metros Caster Semenya perdeu seu recurso no Tribunal Federal Suíço (SFT) para anular uma decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS), de 2019, que determinou que atletas mulheres com altos níveis de testosterona natural precisam tomar medicamentos para reduzir a taxa.

Mas a sul-africana indicou que pode continuar sua batalha nos tribunais europeus e de seu país antes da Olimpíada de Tóquio do próximo ano, prometendo “lutar pelos direitos humanos”.

Semenya foi ao tribunal em maio do ano passado depois que a CAS, a mais alta corte do esporte, determinou que os regulamentos da World Athletics, entidade que controla o atletismo, são necessários para atletas com diferenças no desenvolvimento sexual em corridas que variam de 400 metros a 1.500 metros para garantir competição justa.

O tribunal concluiu que a exigência de submeter certas atletas a intervenções cirúrgicas ou medicamentosas como pré-condição para competir não constitui uma violação da política pública suíça, disseram os advogados de Semenya em um comunicado nesta terça-feira.

A testosterona aumenta massa muscular, força e hemoglobina, o que afeta a resistência.

“Estou muito decepcionada com essa decisão, mas me recuso a permitir que a World Athletics me drogue ou me impeça de ser quem eu sou”, disse Semenya em comunicado.

“Excluir atletas do sexo feminino ou colocar nossa saúde em risco apenas por causa de nossas habilidades naturais coloca a World Athletics no lado errado da história”, disse.

“Vou continuar a lutar pelos direitos humanos das atletas, tanto dentro como fora das pistas”, acrescentou.

Reportagem de Nick Said

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