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Atletas deveriam ter permissão para protestar durante Olimpíada, diz Coe

Presidente da World Athletics, Sebastian Coe, em Tóquio 08/10/2020 Du Xiaoyi/Pool via REUTERS

TÓQUIO (Reuters) - O presidente da World Athletics, a federação mundial de atletismo, Sebastian Coe, disse nesta quinta-feira que acredita que os atletas deveriam ter o direito de fazer gestos de protesto político durante os Jogos Olímpicos, contrariando a política oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Coe, um defensor do direito dos atletas de protestar, fez seu comentário durante uma visita ao Estádio Nacional de Tóquio, recém-construído para os Jogos Olímpicos de 2020, agora programados para o ano que vem.

Em meio ao movimento Black Lives Matter aumentaram os pedidos neste ano para uma mudança na Regra 50 da Carta Olímpica, que proíbe qualquer forma de protesto político durante os Jogos.

“Tenho sido muito claro; se um atleta deseja se ajoelhar no pódio, eu apoio isso”, disse Coe. “Os atletas fazem parte do mundo e querem refletir o mundo em que vivem. Para mim, isso é perfeitamente aceitável.”

No início deste ano, o COI afirmou que estava abrindo um diálogo com os atletas sobre o assunto.

Quinta-feira marcou a primeira visita de Coe ao estádio, palco das cerimônias de abertura e encerramento, bem como eventos de atletismo, desde que foi concluído em dezembro passado.

Em março, o COI e o governo japonês decidiram adiar os Jogos para o ano que vem devido à pandemia de coronavírus.

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