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Suíça devolve US$40 milhões congelados à Conmebol

Sede da Conmebol, em Luque, Paraguai 17/12/2019 REUTERS/Jorge Adorno

ZURIQUE (Reuters) - Autoridades da Suíça confiscaram cerca de 40 milhões de dólares de fundos congelados em contas bancárias do país em meio a investigações de corrupção no futebol e estão devolvendo o dinheiro à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), disseram procuradores federais nesta quarta-feira.

A Procuradoria-Geral da Suíça havia iniciado vários processos criminais ligados a dirigente do futebol sul-americano, incluindo Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol, e Eduardo Deluca, um ex-secretário-geral da entidade. Ambos são suspeitos de ter abusado de seus cargos para se enriquecer ilegalmente, e talvez outros, disse a procuradoria.

“Os fundos perdidos entre dezembro de 2019 e setembro de 2020 chegaram a cerca de 36,6 milhões de francos suíços (40,1 milhões de dólares) e foram adquiridos ilegalmente às custas da Conmebol”, disse a procuradoria em um comunicado.

“Como a parte que sofreu o dano nos processos criminais respectivos é conhecida sem dúvida --a Conmebol-- , os fundos perdidos serão devolvidos diretamente a ela.”

Os processos criminais suíços contra Leoz foram descartados após sua morte, em agosto de 2019, mas Deluca foi condenado devido à má administração agravada por ordem de cumplicidade de penalidade sumária em diversas instâncias.

No mês passado, a procuradoria também descartou processos criminais contra Deluca porque a Argentina está realizando uma investigação sobre o mesmo assunto, disse o gabinete.

Por Michael Shields

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