20 de Abril de 2016 / às 23:29 / 2 anos atrás

Cesar Cielo falha nos 50m livre e fica fora da Olimpíada do Rio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O principal nadador brasileiro, Cesar Cielo, está fora dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, após ficar em terceiro lugar na prova dos 50 metros livre do Troféu Maria Lenk, nesta quarta-feira.

Cesar Cielo após prova dos 50m livre no Troféu Maria Lenk. 20/4/16. REUTERS/Sergio Moraes

    Cada país tem direito a dois nadadores por prova nas Olimpíadas, então os representantes do Brasil nos 50m serão os primeiros colocados Bruno Fratus e Ítalo Duarte.

    “Tentei o máximo que eu podia, mas realmente não consegui ir bem na prova e fiquei bem além dos meus melhores tempos... Perdi para mim mesmo”, disse Cielo após a disputa, que era sua última chance de classificação para os Jogos em casa.

    “Faz parte do esporte. Algumas horas dão certo, outras nem tanto. Infelizmente esse último um ano e meio eu não nadei bem. O que aconteceu hoje não é novidade pra mim, tenho nadado mal há um certo tempo.”

Mesmo adotando a estratégia de abandonar os 100m livre para guardar energias para os 50m, Cielo finalizou a prova em terceiro lugar, com tempo de 21s91. Bruno Fratus venceu o troféu Maria Lenk com 21s74 e Italo Duarte ficou em segundo com 21s82.

    Cielo, único campeão olímpico brasileiro de natação, ganhou medalha de ouro nos 50m e bronze nos 100m estilo livre nos Jogos de Pequim, em 2008, e foi bronze também nos 50m na Olimpíada de 2012, em Londres. Ele também é tricampeão mundial dos 50m livre e o recordista mundial da prova (20s91).

    No entanto, o nadador falhou nas últimas competições. Cielo, de 29 anos, abandonou em 2015 o Mundial de Kazan em decorrência de uma lesão no ombro com apenas um 6º lugar nos 50m borboleta. Na volta às disputas em dezembro, ele terminou apenas em 11º lugar.

    Para o campeão do evento do Rio, Bruno Fratus, de 26 anos, a ausência de Cielo representa a renovação do esporte, mas também mostra a força e boa preparação de Ítalo.

    “A ausência dele (Cielo) é a renovação do esporte. A beleza do esporte olímpico é justamente essa, é uma competição justa... Mas o esporte se renova, todo mundo competindo ali em condições iguais. É natural, ninguém ganha pra sempre, ninguém é de ferro”, disse Fratus, que já tinha feito o tempo de 21s50 e estava praticamente garantido nos 50m - o índice da prova é 22s27.

    “O Ítalo fez por merecer, foi mérito dele, foi fruto do trabalho. Nada mais óbvio e nada mais justo que isso.”

    Mesmo com o favoritismo de Cielo e uma torcida empolgada para assistir ao medalhista olímpico, Ítalo disse que confiava em suas chances e que estava psicologicamente preparado. “Precisei acreditar que era possível chegar onde cheguei e conquistar a vaga olímpica”, afirmou.    

    

FALTA DE LUZ

    Assim como o evento-teste de ginástica, que sofreu falhas no fornecimento de energia, no sistema de pontuação e baixa luminosidade durante apresentações de atletas na última semana, também houve incidentes na arena que recebeu os nadadores.

    Com problemas de energia, os nadadores realizaram provas com somente metade da luz no estádio, com muitos holofotes apagados, o que gerou um atraso de 15 minutos para o início da primeira prova.

    Na terça-feira, o presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, minimizou reclamações sobre os problemas durante o evento-teste de ginástica.

    “Os eventos-teste existem para se detectar problemas mencionados pelos atletas e pelas federações”, afirmou.

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