19 de Maio de 2016 / às 19:40 / em 2 anos

Ministro da Defesa garante efetivo da Força Nacional na Olimpíada após alerta do Rio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo federal já conseguiu todos os 9.600 homens da Força Nacional de Segurança prometidos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, diminuindo as preocupações levantadas pelo Estado do Rio sobre a segurança do evento.

Membros do Bope participam de simulação para Jogos do Rio de Janeiro. 11/2/2015. REUTERS/Sergio Moraes

O ministro revelou nesta quinta-feira que conseguiu com São Paulo e outros Estados a liberação de 2.300 homens que faltavam para atingir o compromisso de 9.600 representantes da Força Nacional durante a Olimpíada, que começa em 5 de agosto.

“Estamos muito bem e nosso caderno de compromisso está em dia. São 2.300 de São Paulo que vão se juntar e a preocupaçãozinha que tinha não tem mais”, declarou Jungmann a jornalistas.

Na semana retrasada, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, manifestou preocupação com a disponibilização do efetivo da Força para os Jogos e temia que a promessa de 9.600 homens não fosse cumprida.

A Força Nacional de Segurança tem um papel fundamental nos Jogos e, pelo planejamento, vai atuar no interior de instalações esportivas e outros locais.

Todo o esquema de segurança, incluindo Forças Armadas, polícia federal e agentes locais de segurança, deve reunir aproximadamente 85 mil homens -- 47 mil profissionais de segurança pública e 38 mil da Defesa.

As Forças Armadas vão, em princípio, disponibilizar cerca de 18 mil militares para formar uma tropa de contingência. No entanto, o governo do Rio solicitou ao governo federal a ajuda de cerca de 2 mil homens do Exército para atuar no patrulhamento da cidade durante os Jogos, segundo uma fonte próxima ao assunto.

A solicitação foi apresentada nesta quinta, e a expectativa é que uma resposta positiva possa ser dada ainda nesta semana.

Os militares atuariam em pontos estratégicos e, assim, “liberariam” homens das polícias locais para atuarem em áreas de maior risco na cidade.

“Os índices de violência estão subindo há 4 ou 5 meses e antes era mais fácil remanejar um policial de uma área com baixos índices para atuar na capital, mas o aumento da criminalidade se deu em vários pontos e não dá mais para desfalcar”, disse à Reuters uma fonte próxima às discussões.

A ocupação de favelas por parte das Forças Armadas não está sendo cogitada até agora, mas um monitoramento de comunidades perigosas próximas a arenas e trânsito de pessoas e autoridades vem sendo feito permanentemente pelas equipes de segurança envolvidas na organização dos Jogos.

“Qualquer ocupação depende da solicitação do governador do Rio de Janeiro e a juízo do presidente da República, o que não aconteceu até aqui”, declarou o ministro da Defesa. “O que podemos dizer é que nós temos condições de subsidiar e atender, mas não identificamos necessidade de que isso tenha que acontecer”, acrescentou.

Sobre o risco de atentados terroristas nos Jogos, o ministro disse que em contato com outras equipes de inteligência de países mais visados, como Israel, França, e Estados Unidos, não apareceu mais nenhum sinal de ameaça ao evento. Recentemente, um representante da Agência Brasileira de Inteligência declarou que foi detectada uma potencial ameaça feita por um representante do grupo radical Estado Islâmico.

“Estamos tranquilos, mas estamos alerta...não há nada no radar que venha a perturbar os Jogos”, finalizou.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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