30 de Maio de 2016 / às 12:17 / um ano atrás

Espanhol Gasol diz que cogita não disputar Rio 2016 por medo do Zika

MADRI (Reuters) - O pivô da seleção espanhola de basquete Pau Gasol provocou uma polêmica nos meios esportivo e jornalístico da Espanha, nesta segunda-feira, ao afirmar que está avaliando se competirá ou não na Olimpíada do Rio de Janeiro, em agosto, por causa dos riscos associados ao Zika vírus.

Pivô da seleção espanhola de basquete Pau Gasol. 21/09/2015 REUTERS/Andrea Comas

O jogador do time norte-americano Chicago Bulls, uma das figuras mais relevantes do esporte espanhol, publicou nesta segunda-feira um artigo de opinião no jornal El País com o título “Sonho olímpico ou pesadelo sanitário”, no qual questiona a realização dos Jogos.

“Estes Jogos, os primeiros da América do Sul, podem ser realmente inesquecíveis, mas corremos o risco de que o sejam pelos motivos errados”, diz Gasol no texto, no qual reconhece que, para qualquer atleta, a decisão de não atuar em uma Olimpíada “seria devastadora”.

“Mas com a saúde não se brinca, e já não falo somente da saúde de cada atleta, mas também dos torcedores, das famílias...”, acrescenta o jogador, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012.

Após a publicação do artigo, no qual diz que a ameaça do Zika “é muito mais séria e danosa” do que se pensa, Gasol afirmou em um evento comercial em Madri: “Estou estudando”, quando indagado se irá comparecer aos Jogos ou não.

Gasol pediu aos comitês olímpicos e às organizações sanitárias que informem com honestidade sobre os perigos “para que os atletas possam tomar uma decisão sabendo o risco que assumem”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) rejeitou no sábado uma petição de diversos especialistas médicos internacionais para transferir ou adiar a Rio 2016 devido à ameaça de uma grande epidemia do vírus no Brasil.

“Com base na avaliação atual de que o Zika vírus circula por quase 60 países de todo o mundo e 39 das Américas, não há justificativa de saúde pública para adiar ou cancelar os Jogos”, disse a OMS em um comunicado.

Em fevereiro a OMS declarou o Zika uma emergência de saúde mundial, e no final de março investigadores do organismo disseram que existe um “forte consenso científico” sobre seu vínculo com a microcefalia, uma má-formação craniana em recém-nascidos.

A organização recomenda que gestantes não viajem a zonas nas quais o vírus está se disseminando, entre elas o Rio de Janeiro, e também aconselha que todas as pessoas se protejam das picadas do mosquito transmissor e façam sexo de forma segura.

O Brasil confirmou mais de mil casos de microcefalia associados com o Zika, para o qual não existem vacinas ou medicamentos específicos, e investiga a possível relação em quase 4.000 outros bebês recém-nascidos.

Por Carlos Ruano

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