29 de Junho de 2016 / às 12:12 / um ano atrás

Golfista 75 do ranking se diz feliz de representar Austrália no Rio após desistências por Zika

SYDNEY (Reuters) - Scott Hend pode não ser o golfista mais famoso da Austrália, mas o número 75 do ranking mundial diz estar feliz por carregar as esperanças de seu país na Olimpíada do Rio de Janeiro depois que vários nomes de destaque do esporte desistiram de participar do evento.

Golfista australiano Scott Hend durante torneio na Suécia. 04/06/2016 TT News Agency/Fredrik Persson/via REUTERS

O número um do mundo, Jason Day, anunciou sua desistência na terça-feira citando o medo do Zika vírus, e antes dele o 8º do ranking mundial, Adam Scott, e o 39º, Marc Leishman, já o haviam feito.

Dono de golpes potentes, Hend está agora na melhor posição para obter uma das duas vagas da Austrália na Rio 2016, onde o golfe voltará aos Jogos Olímpicos pela primeira vez desde 1904.

Embora animado para enfrentar o desafio, Hend nem por isso criticou qualquer um de seus compatriotas por decidirem não participar.

“Todos têm seus motivos para fazer as coisas, e ninguém deveria criticar uma pessoa pelo que ela quer fazer”, disse o golfista, de 42 anos, ao site Golf Australia antes mesmo do anúncio de Day.

“Se você não quer competir na Olimpíada, não vá. Posso não ser o golfista mais bem ranqueado da Austrália, mas se tiver a felicidade de me classificar para a equipe irei ao Brasil e representarei a Austrália o melhor que puder”.

Em sua longa carreira, Hend jogou no Tour of Australasia, passou dois anos no circuito norte-americano PGA e atuou no Asian Tour, tendo jogado também na Europa em diversas ocasiões.

Apesar de tão viajado, Hend nunca esteve no Brasil, mas não tem dúvida de que irá desempenhar bem seu papel se for selecionado para representar seu país no torneio de golfe olímpico, que transcorre entre os dias 11 e 14 de agosto.

“Tenho jogado muito bem e tive muitas vitórias nos últimos quatro a cinco anos, mas infelizmente estas vitórias não foram em grandes torneios, como as de Jason e Adam”, acrescentou.

“Nunca fui ao Brasil, e embora tenha competido no México e no Panamá estou ansioso para jogar lá, já que vai ser algo diferente”.

Por Nick Mulvenney

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